Boteco da Champions: agora tem favorito

(Crédito de imagem: Reuters)

Pastore não marcava um gol há mais de um ano (Reuters)

Ontem, dei uma pausa nos estudos para acompanhar a Champions League e fiquei surpreso com o que vi. Achava que PSG x Chelsea, partida de ida das quartas de final, seria um jogo marcado pelo equilíbrio, como havia previsto na análise dos confrontos, semana passada.

Os franceses, logo de cara, conseguiram a vantagem no marcador, após Lavezzi aproveitar bola mal afastada pelo capitão Terry: 1 a 0 donos da casa. Mal deu tempo de pegar a pipoca, que acabou queimando.

A partir daí, a peleja ficou menos intensa, mas se manteve com alguns lampejos de emoção. Em uma jogada que parecia não dar em nada, Thiago Silva derrubou Oscar dentro da área. Pênalti, que Hazard bateu e empatou. E o belga bom de bola, que estará entre nós daqui dois meses, quase virou. Parou na trave direita de Sirugu.

Empolgado com o empate dos ingleses, imaginava que o jogo ganharia em emoção. Ledo engano. O Chelsea, melhor naquele momento, preferiu “cozinhar o galo” e esperar o intervalo. Do lado francês, nada de mais impressionante acontecia. Ibrahimovic estava irreconhecível.

Fim de primeiro tempo.

Enquanto voltava a ler alguns textos para trabalhos da faculdade, olhei para a TV e vi os lances do outro duelo, entre Real x Borussia, que o colega Renan Rodrigues acompanhava.

Rapidamente, pensei comigo: “caramba, ontem escolhi um jogo emocionante, com várias nuances, e hoje escolho esse cotejo modorrento, sem muita emoção. Ainda bem que tem o segundo tempo.”

E ele chegou!

Antes dos 10, Lavezzi quase ampliou. Soltei aquele “Uhhhh”.

Cavani, Ibrah e outros quase chegaram lá, mas erraram o alvo. Com posse de bola e, sobretudo, velocidade, o PSG engolia o Chelsea em todos os quesitos. Fernando Torres, substituto de Samuel Eto’o, era um grande espectador.

O meio-campo dos Blues, ponto forte do time de Mourinho, era anulado pela forte marcação do trio Matuidi, Thiago Motta e, principalmente, Verrati.

Aos 15, o gol contra de David Luiz recolocou a equipe de Laurent Blanc em vantagem, o que confirmava a superioridade massiva na partida. Lampard entrou no lugar de Oscar para tentar dar cadência e tirar a velocidade do adversário. Não conseguiu. Pelo contrário.

O contra-ataque dos parisienses estava armado e continuava ameaçando a meta do goleirão Cech. Ainda mais quando o brasileiro Lucas Moura, ex- São Paulo, entrou. O camisa 29 infernizou a defesa londrina, com jogadas de efeito que quase resultaram em gol.

Lucas é bom jogador. Tem força, explosão, velocidade e habilidade. O problema é conseguir uma vaga quando se tem concorrentes do nível de um Pastore. Falando no argentino, quando todos achavam que ficaria por aquilo mesmo, eis que na ponta direita do ataque, surge o camisa 27.

Em jogada linda, o meia se livrou de três marcadores, invadiu a área e bateu forte, rasteiro, no canto esquerdo. Golaço! 3 a 1 Paris-Saint-Gemain. Festa no Parc des Princes. A vaga na semi está mais do que encaminhada.

Se a tese do confronto era o equilíbrio, agora não é mais. Temos um favorito: o PSG.

Já o Chelsea…

 

*Sempre que houver rodada do maior torneio de clubes do mundo, a Champions League, Felipe Oliveira escreverá neste espaço.

Comments (0)