O$ milhõe$ de pre$$ão no Palmeiras

A pressão sobre o Palmeiras em 2017 é enorme. Nem parece que o clube acabou de sair de uma fila de 22 anos no Campeonato Brasileiro. A Copa do Brasil conquistada há dois anos já parece distante. E tudo isso tem um motivo: dinheiro.

O Plameiras investiu MUITO dinheiro. Segundo o Lance, foram R$ 110 milhões em contratações para 2017. Isso sem contar as renovações. A mais estranha delas foi a permanência de Fabiano. É verdade que o lateral foi autor do gol do título sobre a Chapecoense, mas é limitado e custou quase R$ 7 milhões aos cofres palmeirenses.

Com 14 contratações e nomes de peso como Borja, Felipe Melo e Guerra, o Palmeiras era o franco favorito para vencer tudo, especialmente a Taça Libertadores da América. Mas fracassou. A conta maior deve ser prestada por Alexandre Mattos, o superintendente de futebol do clube.

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Mattos, sem alguém para frear, como era com Paulo Nobre, saiu contratando a esmo. Sem alguém para orientar no início da temporada, como era com Cuca e Cuquinha, errou em algumas contratações e na falta de outras.

As laterais são os grandes calcanhares de Aquiles do Palmeiras. Na esquerda, o veterano Zé Roberto não consegue mais dar conta, Egídio nunca soube marcas, enquanto Michel Bastos simplesmente não se vê jogando ali. Na direita, Jean se machucou e tinha Fabiano, o limitado, como reserva, ao menos até a chegada de Mike, que aos poucos está se adaptando e dando conta da posição.

Claro, chama a atenção o fato de Borja não render, a contratação mais cara e a que mais empolgou o torcedor, até agora não mostrou o futebol apresentado na Colômbia. Como palmeirense, quero deixar um recado e um pedido à torcida: calma.

Sim, o ano foi um lixo. Sim, precisamos cobrar Cuca e jogadores pelo futebol apresentado. Mattos pelas contratações. Mas o perfil de algumas contratações indicam um projeto e que pode dar certo dentro de algum tempo. Os mais jovens e promissores receberam contratos de quatro ou cinco anos, enquanto os experientes, no máximo três anos. Confira abaixo:

Borja – 5 anos
Luan – 5 anos
Juninho – 5 anos
Hyoran – 4 anos
Keno – 4 anos
Deyverson – 4 anos
Raphael Veiga – 4 anos
Willian – 3 anos
Guerra – 3 anos
Bruno Henrique – 3 anos
Felipe Melo – 3 anos
Myke – 2 anos
Michel Bastos – 2 anos
Antônio Carlos – 1 ano

Portanto, o Palmeiras de 2017 pode não ser a máquina que se esperava, mas também não será terra arrasada para 2018. Nem de perto vivemos a situação parecida com 2014 para 2015, está mais próximo de 1995, quando contratamos diversos craques renomados e não deu em nada. O mais elogiável de tudo é a torcida. O Palmeiras ainda não jogou para menos de 20 mil pessoas esse ano. Às vezes dinheiro não é tudo.