O que esperar de Arouca?

Crédito de imagem: Marcos Ribolli

Crédito de imagem: Marcos Ribolli

Enfim, chegou o tão esperado dia da estreia de Arouca com a camisa do Palmeiras. Com a novela envolvendo sua saída nada amigável do Santos, o camisa 5 já acumula três meses sem jogar e terá a sua primeira oportunidade na tarde deste sábado, diante do Capivariano.

Arouca é o tipo de jogador que 9 entre 10 treinadores o querem em seus elencos. Além dele ser um daqueles que dá tudo de si enquanto a bola está rolando, o jogador tem características muito raras para um volante, como sua dinâmica explosiva de jogo.

Apelidado de “monstro” em certa época pelos torcedores santistas, ele é capaz de mudar drasticamente a velocidade da transição das jogadas. Com Arouca em campo, certamente o Palmeiras melhorará muito sua condição de contra-ataques.

Bom passe curto, boa marcação e disciplina tática também fazem parte do repertório do jogador. Fora isso, ele é um cara de grupo, daqueles que não criam inimigos e detém o carinho de praticamente todos nos clubes em que atua.

Mas nem tudo são flores no que se diz respeito ao desempenho do camisa 5. Eu, particularmente, sempre achei que ele não tem a marcação necessária para atuar como um primeiro volante e uma capacidade de passe suficiente para fazer a função de segundo homem de meio de campo.

É claro que é um exagero meu. Fosse literalmente assim, Arouca não teria nem um décimo do mercado que tem. Em ambas as posições, ele é capaz de justificar o investimento feito pelo Palmeiras. Mas, em partes, acho que minha teoria explica o porquê dele nunca ter conseguido se firmar na Seleção Brasileira.

Também é bom que se diga que o 2014 de Arouca foi muito abaixo da crítica. Foi o ano em que o atleta mais oscilou desde que chegou ao Santos. Para cada boa partida, eram três ruins. E se o jogador quiser ter o mesmo sucesso que teve no Santos, é muito importante que ele reencontre aquela regularidade que demonstrou no triênio de 2010 a 2012.

Se ele fizer isso, eu não tenho a menor dúvida de que rapidamente se tornará um ídolo da tão carente torcida palmeirense. Primeiro que não existe no elenco palestrino alguém com os predicados de Arouca; segundo, que a capacidade de imposição dele em campo, com vontade, velocidade e explosão, são qualidades que fazem com que qualquer torcida se identifique rapidamente com um volante.

E o primeiro capítulo dessa nova história começa a ser traçado neste sábado, às 18h30, no Allianz Parque.