Boteco da Champions: o gol, sempre o gol

(Crédito de imagem: Reuters)Confesso que este post é algo como o gol de Sérgio Ramos ontem, feito nos acréscimos. Enquanto assistia aos últimos minutos da decisão em Lisboa, o texto estava mentalmente pronto na minha cabeça e se chamaria “A final dos Diegos”.

Seria uma referência a Diego Costa, que inventou um tratamento e não deu certo, a Diego Gondín, que fazia o gol do título até então, e, a mais importante, a Diego Simeone, o maior nome da história do Atlético de Madrid. Mesmo com essa derrota. Mesmo com as retrancas de costume.

Comecei, então, a analisar o outro lado. Bob Paisley era o maior campeão da Champions como técnico e agora tem Carlo Ancelotti ao seu lado: três conquistas para cada. Com 41 gols em 13 jogos, o ataque deste Real Madrid é o mais goleador do atual formato de Uefa Champions League. Ao marcar de pênalti, Cristiano Ronaldo se isolou ainda mais como maior artilheiro em uma só edição, marcando 17 gols. Além disso, se igualou a Messi no posto de segundo maior artilheiro do torneio, com 67 gols, atrás apenas de Raúl, eterno ídolo merengue.

À exceção de Messi, o Real possui o argentino que mais vem jogando futebol: Di Maria. Foram 16 passes para gols na Liga Espanhola e seis no torneio continental. O meia titular da seleção de Alejandro Sabella é também fundamental para o esquema de Carlo Ancelotti no Real Madrid. Os vencedores da décima edição do clube ainda possuem o melhor ataque da Europa.

Tudo isso para contradizer um ditado: “o melhor ataque é o ataque, não a defesa”. O futebol existe para isso. Para os gols, não para os milagres dos goleiros. Estes, como sabemos, são amaldiçoados e reza a lenda de que no solo em que pisam não cresce grama.

Particularmente, prefiro equipes que se lançam ao ataque, que são objetivas e procuram ao gol. Como esse Real Madrid que conquistou “La Décima”. O feito histórico, quase lançado ao limbo pela falha de Casillas, pode tornar-se um marco, ao menos nos meus sonhos.

Espero que acabe a retranca obsessiva de um técnico português ou a posse de bola inútil de um espanhol. Que procurem o gol. Sempre o gol. “Detalhe” que o Real provou que domina. E muito.

*Sempre que houver rodada do maior torneio de clubes do mundo, a Champions League, e Felipe Oliveira vacilar, Renan Rodrigues lhe roubará a bola e escreverá neste espaço. Agora, claro, só depois da Copa. Até lá!