Guia Futeboteco da Copa América-2011

Site Conmebol

Vai começar a Copa América, caro leitor!

Na Argentina, doze seleções se enfrentarão para saber quem é a melhor do continente. Serão três grupos, dos quais se classificarão os dois melhores, a compor uma mata-mata de oito equipes com os dois melhores terceiros colocados.

Grandes jogadores como Tévez, Pastore, Ganso, Alexis Sánchez, Lucas Barrios, Forlán e Suárez estarão em campo. Isso sem falar no duelo entre os melhores do mundo: Neymar e Messi.

E nós aqui do Futeboteco, um dos blogs que mais fala de futebol sul-americano no Brasil, não poderíamos deixar de acompanhar cada lance, seja aqui nos posts, seja no Twitter.

Para abrir os trabalhos, então, comecemos por uma análise de todos os times que disputarão o campeonato, lembrando que este guia estará salvo na seção “guias”, do lado esquerdo da home-page, para ser consultado sempre que você quiser.

Sem mais delongas, vamos às doze seleções.

GRUPO A:

Argentina

Nome da Federação: Asociación del Fútbol Argentino (AFA)
Apelido: La Albiceleste
Presidente: Julio Grondona (desde 1979)
Sede: Calle Viamonte, 1366, Buenos Aires

Melhores resultados em Copa América: Campeã em 1921, 1925, 1927, 1929, 1937, 1941, 1945, 1946, 1947, 1955, 1957, 1959, 1991 e 1993

Melhores resultados em Copa do Mundo: Campeã em 1978 e 1986

Maior ídolo: Diego “D10s” Maradona

Os 23 convocados: Goleiros: Juan Pablo Carrizo (River Plate), Mariano Andújar (Catania-ITA) e Sergio Romero (AZ Alkmaar-HOL)/ Defensores: Ezequiel Garay (Real Madrid-ESP), Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), Nicolás Burdisso (Roma-ITA), Gabriel Milito (Barcelona-ESP), Javier Zanetti (Inter-ITA), Nicolás Pareja (Spartak Moscou-RUS) e Marcos Rojo (Spartak Moscou-RUS)/ Meio-campistas: Esteban Cambiasso (Inter-ITA), Ángel Dí María (Real Madrid-ESP), Javier Mascherano (Barcelona-ESP), Lucas Biglia (Anderlecht-BEL), Ever Banega (Valencia-ESP), Fernando Gago (Real Madrid-ESP) e Javier Pastore (Palermo-ITA)/ Atacantes: Gonzalo Higuaín (Real Madrid-ESP), Lionel Messi (Barcelona-ESP), Carlos Tevez (Manchester City-ING), Sergio Agüero (Atlético de Madrid-ESP), Ezequiel Lavezzi (Napoli-ITA) e Diego Milito (Inter-ITA)

Provável time-base: Romero; Zanetti, Milito, Burdisso e Rojo; Mascherano, Cambiasso, Dí María, Pastore; Messi e Tevez

Treinador: ´Sérgio Batista, campeão mundial como jogador, em 86

Capitão: Javier Mascherano, o açougueiro de La Plata

Destaque: Lionel Messi, melhor jogador da última Champions League e atual melhor do mundo eleito pela FIFA

Fique de olho: Javier Pastore, destaque do Palermo e cobiçado por gigantes europeus

18 anos sem ganhar o torneio, poucos adversários a altura, a torcida a favor e o melhor jogador do mundo. Tudo leva a crer que a albiceleste é a aposta mais segura para vencer a Copa América de 2011. Mas todos sabemos bem como funciona essa história de futebol. Será que a Argentina vai, mesmo, confirmar todo seu favoritismo? Vejamos:

Após ver seu time ser atropelado pela Alemanha, Julio Grondona, presidente da AFA há 32 anos, decidiu unir o útil ao agradável. Aproveitou que já não gostava de Maradona, e o trocou por Sérgio Batista, o cão-de-guarda do time de 86, em que o craque era Dieguito. Uma vez no cargo, Batista fez algumas modificações pontuais, simples porém significativas. Primeiro, trouxe de volta reconvocou Cambiasso, que não foi para a África do Sul. Depois, enterrou de vez a ideia de Otamendi (a alegria do povo alemão) como titular e chamou de volta o experiente Javier Zanetti. Duas boas ideias, que tiveram rápida adesão da torcida portenha.

Logo depois, Batista barraria Tévez, mas diante da chiadeira geral da nação, chamaria-o de volta, na véspera de anunciar os 23. Vê-se, assim, qual é a do técnico: o básico, com uma pitadinha de demagogia. A maior novidade da albiceleste, Rojo do Spartak na lateral esquerda, pode mesmo vir a perder a titularidade para o manjado Zabaleta, afim de evitar turbulências. Assim, fazendo o simples, Batista pretende montar um time que não vacile e deixe o craque Messi dar seu show. Para isso, contará ainda com a fome do melhor do mundo, chamado por muitos de “jogador de clube”, e com a habilidade do ótimo Pastore, grande promessa do futebol portenho.

Resumindo: rivais a altura, ao que parece, só o Brasil e, talvez, o Uruguai. Todavia, a insegurança da defesa e a violência de Mascherano e Milito, podem provocar acidentes. A pressão por jogar em casa, depois das cenas do rebaixamento do River, também pode pesar.No geral, porém, em termos de habilidade, vai ser difícil segurar os atacantes hermanos.

Bolívia

Nome da Federação: Federación Boliviana de Fútbol (FBF)

Apelido: La Verde 

Presidente: Carlos Alberto Chávez Landívar (desde 2006)
Sede: Av. Libertador Bolivar, Nro 1168, 4to Piso, Cochabamba

Melhores resultados em Copa América: Campeã (1963)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Participou das edições de 1930, 1950 e 1994, mas nunca passou da primeira fase

Maior ídolo: “El Diablo” Etcheverry

Os 23 convocados: Goleiros: Carlos Arias (Maccabi Netanya-ISR), Sergio Galarza (Blooming) e Daniel Vaca (The Strongest)/ Zagueiros: Miguel Hoyos (Oriente Petrolero), Ronald Raldes (Colón-ARG), Ronald Rivero (Bolívar), Luis Gutiérrez (Oriente Petrolero), Lorgio Alvarez (Bolívar) e Santos Amador (Nacional Potosí)/ Meio-campistas: Cristhian Vargas (San José), Ronald García (Bolívar), Jaime Robles (Aurora), Walter Flores (Bolívar), José Luis Chávez e Ruddy Cardozo (Bolívar), Jhasmany Campos (Oriente Petrolero), Edivaldo Rojas (Naval-POR) e Joselito Vaca (Oriente Petrolero)/ Atacantes: Marcelo Moreno (Shakhtar-UCR), Ricardo Pedriel (Sivasspor-TUR), Alcides Peña (Oriente Petrolero), Mauricio Saucedo (Oriente Petrolero) e Juan Carlos Arce (Oriente Petrolero)

Provável time-base: Arias; Hoyos, Raldes, Gutiérrez e Álvarez; García, Flores, Robles e Rojas; Vaca e Moreno

Treinador: Gustavo Quinteros

Capitão: Raldes, zagueiro de 30 anos do argentino Colón

Destaque: Marcelo Moreno, ex-Cruzeiro

Fique de olho: Vaca, destaque do Oriente Petrolero

Ainda que tenha visto seu futebol evoluir nos últimos anos, a Bolívia continua sendo um dos times mais fraco do continente, ficando a frente, talvez, apenas da Costa Rica. A confirmar essa tese, está a falta de experiência internacional da equipe, que tem apenas 6 jogadores atuando fora do país.

Gustavo Quinteros arma seu time num 4-4-2 clássico, com um quadrado no meio de campo, tendo García e Flores como volante. No ataque, o destaque é Marcelo Moreno, que deixou relativa saudade no Cruzeiro, e volta e meia é especulado em clubes do Brasil. No segundo tempo, Arce, também velho conhecido da torcida brasileira, pode entrar para pôr pilha no jogo. Outra aposta é o meia armador Vaca, melhor jogador do Oriente Petrolero que, todavia, não conseguiu fazer seu clube passar da fase de grupos da Libertadores. Nada, portanto, que assuste muito as defesas adversárias.

A meta é pra lá de humilde: ser um dos dois melhores terceiros colocados, e passar ao mata-mata. Tendo em vista a fraqueza da Costa Rica, pode até conseguir, se não perder de muito para a Argentina e contar com tropeços da concorrência. Mais do que isso, porém, seguramente é pedir demais.

Colômbia

Nome da Federação: Federación Colombiana de Fútbol (FCF)

Apelido: Los cafeteros

Presidente: Luís H. Bedoya Giraldo (desde 2006)
 
Sede: Avenida 32, No. 16 – 22, Bogotá
 

Melhores resultados em Copa América: Campeã (2001)


Melhores resultados em Copa do Mundo: Oitavas-de-final (1990)


Maior ídolo: Carlos “El Pibe” Valderrama


Os 23 convocados: Goleiros: David Ospina (Niza), Luis Martínez (Once Caldas) e Breiner Castillo (Independiente Medellín)/ Zagueiros: Mario Yepes (Milan), Aquivaldo Mosquera (América do México), Luis Amaranto Perea (Atlético de Madrid), Critian Zapata (Udinese), Pablo Armero (Udinese), Camilo Zúñiga (Nápoli), Yulian Anchico (Pachuca) e Juan David Valencia (Junior)/ Meio-campistas: Juan Guillermo Cuadrado (Udinese), Elkin Soto (Maguncia, Alemania), Abel Aguilar (Hércules), Fredy Guarín (Porto), Carlos Sánchez (Valenciennes) e Gustavo Bolívar (Tolima)/ Atacantes: Hugo Rodallega (Wigan), Adrián Ramos (Hertha), Teófilo Gutiérrez (Racing), Radamel Falcao (Porto), Jackson Martínez (Jaguares) e Dayro Moreno (Tijuana)

Provável time-base: Ospina; Zúñiga, Yepes, Perea e Zapata; Cuadrado, Soto e Guarín; Rodallega, Gutiérrez e Falcao García

Treinador: Hernán Darío Gómez

Capitão: Mario Yepes, zagueiro do Milan

Destaque: Falcao García, titular do Porto

Fique de olho: Teófilo Gutiérrez, artilheiro do Racing da Argentina

Graças a uma boa dose de sorte, a Colômbia teve sua classificação ao mata-mata praticamente assegurada. Isso porque o sorteio que definiu os grupos lhe deu de presente os dois mais fracos times do torneio como adversários: a Costa Rica e a Bolívia. Com isso, um lugar nas oitavas é praticamente certeza. E se um primeiro lugar, na frente dos anfitriões, parece impossível, nem é esse o objetivo.

A Colômbia está em uma espécie de zona de transição entre o segundo pelotão da Copa América (aquele que tem Uruguai, Paraguai e Chile) e um terceiro escalão, composto por Peru e Equador. Isso porque se o time carece de grandes nomes, quase todos seus titulares jogam em boas ligas da Europa.

A defesa, composta pelo seguro goleiro Ospina e pelos ótimos zagueiros Yepes, Perea e Zapata, é o ponto forte do time. Nesse sentido, porém, as costas do lateral Zúñiga, que vai vem no apoio mas deixa espaços, podem ser aproveitadas. O ponto fraco talvez seja o meio, com volantes apenas razoáveis e um Freddy Guarín que, até hoje, nunca se firmou. Já o ataque com a eterna promessa Rodallega, o artilheiro Gutiérrez e o destaque Falcao García, pode destroçar defesas defesas mais fracas, mas pode não funcionar, principalmente se a bola não chegar do meio-campo.

Enfim, uma equipe que tem em seu conjunto o principal trunfo. Por isso (e pelo grupo que pegou), pode até vir a abiscoitar uma vaga nas semi. Porém, tudo indica que, para isso, terá que passar pelo Chile, o que não será tarefa fácil.

Costa Rica

Nome da Federação: Federación Costarricense de Fútbol (Fedefútbol)

Apelido: La Sele

Presidente: Eduardo Li Sánchez (desde 2006)

Sede: Radial Santa Ana Belén, 670 – 1000, San José


Melhores resultados em Copa América: Quartas-de-final (2001 e 2004)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Oitavas-de-final (1990)

Maior ídolo: Paulo Wanchope, líder da Sele na Copa de 2006

Os 23 convocados: Goleiros: Esteban Alvarado (AZ Alkmaar-HOL), Danny Carvajal (San Carlos) e Leonel Moreira (Herediano)/ Defensores: Johnny Acosta (Alajuelense), Francisco Calvo (San Jacinto College-EUA), Óscar Duarte (Saprissa), Kevin Fajardo (Santos), Jorge Gatgens (Pérez Zeledón), Pedro Leal (Puntarenas), José Salvatierra (Alajuelense) e Heiner Mora (Saprissa)/ Meio-campistas: Hansell Arauz (Santos), José Miguel Cubero (Herediano), Allen Guevara (Alajuelense), David Guzmán (Saprissa), Luis Miguel Valle (Alajuelense) e Diego Madrigal (Cerro Porteño-PAR/ Atacantes: Randall Brenes (Cartaginés), Jorge Castro (Saprissa), César Elizondo (Saprissa), Josué Martínez (Saprissa) e Joel Campbell (Saprissa)

Provável time-base: Alvarado; Acosta, Calvo, Salvatierra e Mora; Cubero, Guevara, Guzmán e Madrigal; Campbell e Martinez

Treinador: Ricardo La Volpe, ex-seleção mexicana

Capitão: Johnny Acosta, 28 anos, um dos mais experientes da equipe

Destaque: Joel Campbell, artilheiro do Deportivo Saprissa

Fique de olho: Martinez, autor do gol que classificou a Sele para o mata-mata da CONCAChampions

O time mais fraco da competição. Essa é a melhor definição da Costa Rica na Copa América de 2011.

Em primeiro lugar, vale lembrar que a participação no torneio mal era esperada, já que esta caiu no colo após a desistência do Japão, que foi atingido pelo terrível terremoto de Abril. Assim, a Costa Rica chegará à competição como mais do que franco-atiradora. Só o fato de conseguir uma vitória (que pode vir no jogo contra a Bolívia) e perder de menos do que 3 da Argentina, já pode ser motivo de comemoração.

Digo isso porque a Sele está longe de ser aquela que se classificou para a Copa do Mundo de 2006. Hoje, está mais, isso sim, para aquele time que perdeu a chance de ir para a África do Sul no último segundo. Isso porque praticamente todos os integrantes da geração-Wanchope já se despediram da camisa tricolor. E aí, o tarimbado argentino Ricardo La Volpe, que já comandou até a seleção argentina, implementou uma renovação que, até agora, não rendeu muitos frutos.

Boa parte da equipe é formada por jogadores do Deportivo Saprissa, o Chelsea local, que recebe dinheiro de investidores. É esse o caso da dupla de ataque, formada pelos jovens Joel Campbell e Martínez, que funciona em nível local, mas nunca enfrentou defesas verdadeiramente fortes. Além disso, a armação deve ficar a cargo do meia Madrigal, que é reserva do Cerro Porteño. A defesa? Uma peneira.

Por tudo isso, repito: é o time mais fraco do torneio.

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GRUPO B:

Brasil

Nome da Federação: Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

Apelido: A canarinho


Presidente: Ricardo Teixeira (desde 1989)


Sede: Rua Victor Civita, 66, Rio de Janeiro


Melhores resultados em Copa América: Campeão (1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007)


Melhores resultados em Copa do Mundo: Campeão (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)


Maior ídolo: Pelé, o Rei do futebol

 Os 23 convocados: Goleiros: Júlio César (Internazionale) e Victor (Grêmio)/ Defensores: Daniel Alves (Barcelona), Maicon (Internazionale), André Santos (Fenerbahce) e Adriano (Barcelona), David Luiz (Chelsea), Lúcio (Internazionale), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan)/  Meio-campistas: Sandro (Tottenham), Lucas Leiva (Liverpool), Ramires (Chelsea) e Elias (Atlético de Madrid)/ Elano (Santos), Lucas (São Paulo), Jadson (Shakthar) e Paulo Henrique Ganso (Santos)/ Atacantes: Robinho (Milan), Neymar (Santos), Fred (Fluminense) e Alexandre Pato (Milan)

Provável time-base: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, Lúcio e André Santos; Lucas Leiva, Ramires, Elano e Paulo Henrique Ganso; Robinho e Neymar


Treinador: Mano Menezes, ex-técnico do Corinthians de Ronaldo

Capitão: Lúcio, capitão do Brasil na última Copa


Destaque: Neymar, melhor jogador da última Libertadores, e segundo melhor do mundo para muitos


Fique de olho: Lucas, jovem promessa do São Paulo

A tragédia alaranjada de 2010 se converteu em euforia com a mesma velocidade que se transformou, de novo, em insegurança. Me explico: quando o Brasil caiu diante da Holanda, na África do Sul, a palavra era só uma: renovação. Saíram Dunga, o terror da imprensa, e Felipe Melo, o crucificado da vez. Para o lugar do técnico, chegou o bom moço Mano Menezes, com jeito e atitudes de diplomata. Além disso, havia outra razão para comemorar: o surgimento dos Meninos da Vila.

Com as jóias Ganso e Neymar, refutados por Dunga, o Santos montou um timaço e foi Tri-campeão da Libertadores. São esses os jovens que, hoje, formarão a espinha dorsal canarinha, ao lado de resquícios da era brahmeira, como Robinho e Elano. As últimas atuações desses nomes em seus clubes levam a crer que o Brasil tem um timaço, principalmente no que depender de Neymar, visto por muitos como o segundo melhor do mundo (depois de Messi). Além disso, Mano soube aliar a forte defesa de 2010 a jovens como Thiago Silva e David Luiz, o que garante segurança lá atrás.

Os pontos fracos são os mesmos de sempre: a lateral esquerda (que tem André Santos, com o mesmo empresário do técnico) e o favoritismo. Esse última, pode ser relativizado pelas últimas atuações da equipe, que ficaram muito aquém do esperado. Contudo, se souber lidar com essas questões, parece haver apenas um adversário a altura: a Argentina, de Messi. Finalzaça à vista?

Paraguai

Nome da Federação: Associación Paraguaya de Fútbol (APF)

Apelido: Los Guaranís


Presidente: Juan Angel Napout (desde 2007)


Sede: Calle Mayor Martínez, 1393, Asunción

Melhores resultados em Copa América: Campeão (1953 e 1979)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Quartas-de-finais (2010)

Maior ídolo: Arsenio “El diabólico” Erico

Os 23 convocados: Goleiros: Justo Villar (Valladolid-ESP), Diego Barreto (Cerro Porteño), Roberto Fernández(Racing-ARG)/ Defensores: Paulo Da Silva (Zaragoza-ESP), Antolín Alcaraz (Wigan-ENG), Darío Verón (Pumas-MEX), Aureliano Torres (San Lorenzo-ARG), Marcos Cáceres (Racing-ARG), Iván Piris (Cerro Porteño), Elvis Marecos (Guaraní)/ Meio-campistas: Cristian Riveros (Sunderland-ENG), Edgar Barreto (Atalanta-ITA), Enrique Vera (LDU-ECU), Víctor Cáceres (Libertad), Néstor Ortigoza (San Lorenzo-ARG), Hernán Pérez (Villareal-ESP), Jonathan Santana (Kayserispor-TUR)/ Atacantes: Roque Santa Cruz (Blackburn-ENG), Nelson Haedo Valdez (Hércules-ESP), Lucas Barrios (Borussia Dortmund-ALE), Osvaldo Martínez (Monterrey-MEX), Marcelo Estigarribia (Newell’s Old Boys-ARG), Pablo Zeballos (Olímpia)

Provável time-base: Villar; Verón, Da Silva, Alcaraz e Torres; Vera, Ortigoza, Riveros e Santana; Santa Cruz e Barrios

Treinador: Gerardo “Tata” Martino, comandante da campanha na África do Sul

Capitão: Justo Villar, capitão também na África do Sul, pegou o famoso pênalti de Xabi Alonso

Destaque: Lucas Barrios, destaque do Borussia Dortmund campeão da Bundesliga

Fique de olho: Ortigoza, ex-craque do Argentino Juniors, atualmente no San Lorenzo

Um conjunto forte, com um bom técnico, respaldados pela ótima campanha na Copa de 2010. Esse é o Paraguai, o time do peito de Larissa Riquelme. No embalo da musa da Copa, a albiroja fez mais do que se esperava na África, e quase passou às semi, tendo parado na campeã Espanha em um jogo de arbitragem pra lá de confusa.

A primeira missão, renovar com Tata Martino, foi realizada com sucesso. Nem poderia ser diferente: os jogadores gostam do cara que, sem inventar muito, é sucesso de público e crítica. A próxima tarefa do Guaranís, entretanto, deve ser um pouco mais difícil já que, nas quartas, o adversário tem tudo para ser o Uruguai. Mas tudo é possível: se não é mais aquele time que tinha Gamarra na zaga, a defesa paraguaia está muito longe de ser frágil, e o ataque não fica atrás.

Isso porque o miolo de zaga é composto pelo ótimo jovem-xerife Alcaraz e pelo experiente Da Silva, ex-Chivas. Na frente, Lucas Barrios, sensação do campeonato alemão, tem a companhia do tarimbado Roque Santa Cruz – ou seja: garantia de perigo para os adversários. E o meio, se não tem grandes craques, tem os bons Santana e Riveros, que estiveram na África do Sul, além do jovem Ortigoza, que ainda promete.

Ou seja: se a albiceleste não fez feio em 2010, tem tudo para não fazer de novo. A base é a mesma, e se fica um pouco atrás do Uruguai, não se deve dizer o mesmo com relação às outras seleções rivais. Ah! Só vale lembrar: que o goleirão Villar reze muito para não lhe inventarem mais nenhum pênalti.

Equador

Nome da Federação: Federación Ecuatoriana de Fútbol (FEF)

Apelido: La Tri

 

Presidente: Luiz Gustavo Acosta (desde 2006)
Sede: Av. Las Aguas y Calle Alianza, Guayaquil

Melhores resultados em Copa América: Quarto lugar (1959 e 1993)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Oitavas-de-final (2006)

Maior ídolo: Agustín Delgado, maior artilheiro da História da Tri

Os 23 convocados: Goleiros: Alexander Domínguez (Liga de Quito), Marcelo Elizaga (Deportivo Quito), Máximo Banguera (Barcelona)/ Defensores: Giovanni Caicedo (Liga de Quito), Luis Checa (Deportivo Quito), Diego Calderón (Liga de Quito), Fricson Erazo (El Nacional), Walter Ayoví (Monterrey), Neicer Reasco (Liga de Quito), Norberto Araujo (Liga de Quito), Gabriel Achilier (Emelec)/ Meio-campistas: Christian Noboa (Rubín Kazán), David Quiroz (Emelec), Edison Méndez (Emelec), Segundo Castillo (Deportivo Quito), Giovanni Nazareno (Barcelona Guayaquil), Oswaldo Minda (Deportivo Quito),Michael Arroyo (San Luis, México), Antonio Valencia (Manchester United, Inglaterra)/ Atacantes: Edson Montaño (Gent, Bélgica), Cristian Benítez (Santos), Felipe Caicedo (Levante, España), Narciso Mina (Independiente del Valle)

Provável time-base: Domínguez; Caicedo, Araujo, Calderón e Reasco; Noboa, Segundo Castillo, Valencia e Méndez; Montaño e Felipe Caicedo
Treinador: Reinaldo Rueda, treinador de Honduras na África do Sul

Capitão: Reasco, ex-São Paulo

Destaque: Valencia, titular do Machester United

Fique de olho: Felipe Caicedo, jovem promessa de 22 anos

O regulamento que classifica os dois melhores terceiros colocados é o melhor amigo do Equador esse ano. Isso porque, longe da sua amiga altitude, a tendência é perder de Brasil e Paraguai, com chances de goleada do primeiro. Mesmo assim, porém, é difícil imaginar que o país fique atrás de Bolívia, Peru e México. Só que, daí pra passar para as semi, vai ter que ter muito suor.

Não tendo conseguido se renovar a altura da equipe de 2006, La Tri ainda conta com muitos jogadores daquele time, em franco declínio, diga-se de passagem. O meia Méndez, de petardos venenosos, não atuou em todas as partidas da Libertadores pelo seu clube (o Emelec) e as velhas figuras que formam a defesa da LDU (Araujo, Calderón e Reasco) também não tiveram grande destaque no torneio. A esperança recai, então, sob o bom volante Valencia, que é titular do Manchester United e joga mais adiantado no esquema de Reinaldo Rueda. Se ele conseguirá liderar o time? Difícil acreditar, ainda mais levando em conta a incógnita que é a jovem dupla Montaño-Caicedo.

Mais uma vez, então, os equatorianos apostarão em seu grupo bem entrosado e, quem sabe, em algumas bolas paradas. Já deu resultados em outras oportunidades, mas parece pouco para superar Uruguai, Paraguai e Chile. Fica mais no nível da Colômbia e, por isso, parar nas quartas é a tendência.

Venezuela

Nome da Federação: Federación Venezolana de Fùtbol (FVF)

 
Apelido: La Vinotinto
 
Presidente: Rafael Esquivel Melo (desde 1987)



Sede: Avenida Santos Erminy 1ra Calle Las Delicias – Torre Mega II, Caracas


Melhores resultados em Copa América: Quinto lugar (1967)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Nunca participou


Maior ídolo: Juan Arango, “o cara” do atual time


Os 23 convocados: Goleiros: Dani Hernández (Real Murcia-ESP), Renny Vega (Caracas) e Leonardo Morales (Deportivo Anzoátegui)/ Zagueiros: Gabriel Cichero (Newell’s Old Boys-ARG), Roberto Rosales (Twente-HOL), Grenddy Perozo (Boyacá Chicó-COL), José Manuel Rey (Mineros), Juan Fuenmayor, José Luis Granados e Oswaldo Vizcarrondo (Deportivo Anzoátegui) e Alexander González (Caracas)/ Meio-campistas: Juan Arango (Borussia Mönchengladbach-ALE), Tomás Rincón (Hamburgo-ALE), Luis Manuel Seijas (Independiente Santa Fé-COL), César González (Gimnasia La Plata-ARG), Francisco Flores (CD Lara), Jesús Meza (Zamora), Franklin Lucena (Caracas) e Giácomo Di Giorgi (Deportivo Anzoátegui)/ Atacantes: Nicolás Fedor (Getafe-ESP), Salomón Rondón (Málaga-ESP), Giancarlo Maldonado (Atlante-MEX), Yohandry Orozco (Wolfsburg-ALE), Alejandro Moreno (Chivas USA-USA) e Daniel Arismendi (Deportivo Anzoátegui)

Provável time-base: Hernández; Cichero, Rosales, Perozo e González; Rincón, Seijas, César González e Arango; Maldonado e Orozco


Treinador: Cesar Farías, de apenas 38 anos


Capitão: Juan Arango, “o cara” do atual time (2)

Destaque: Juan Arango, “o cara” do atual time (3)


Fique de olho: Orozco, que joga no Wolfsburg da Alemanha

É fato: o futebol venezuelano, assim como o boliviano, evoluíu das últimas décadas para cá. Mas também é fato: a seleção venezuelana, assim como a boliviana, continua tendo um dos times mais fracos da América do Sul.

Está certo que surgiram novos nomes, como o atacante Orozco e o meia Maestrito González, que dão algum gás a uma equipe que, há poucos anos atrás, girava apenas em torno de Arango. Mas a dependência do capitão não mudou e Arango, que não é mais do que um armador médio-para-bom, continua sendo o “craque” da equipe. Ou seja, não se pode deixar de notar alguma melhora, mas não é certo querer ver na Vinotinto mais do que uma potencial classificada às quartas.

Veja: a Bolívia tem menos time e mais chance. Os venezuelanos caíram em um grupo que tem Brasil, Paraguai e Equador, o que torna a hipótese de último lugar do grupo (com direito a 0 pontos) extremamente plausível. Tal hipótese aumenta ainda mais, se levada em conta a fragilidade da defesa. É verdade que, do meio para a frente, tendo dois volantes medianos e dois meias razoáveis, a coisa até melhora. O ataque, com Maldonado e o oportunista Orozco também pode até balançar as redes algumas vezes. Mas é muito menos do que tem a concorrência. Pensar nas eliminatórias já me parece uma boa.

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GRUPO C:

Uruguai

Nome da Federação: Associación Uruguaya de Fútbol (AUF)

 
Apelido: La Celeste Olímpica

Presidente: Sebastián Bauzá (desde 2009)


Sede: Calle Guayabo 1531 – Montevideo

Melhores resultados em Copa América: Campeão (1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1926, 1935, 1942, 1956, 1959, 1967, 1983, 1987 e 1995)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Campeão (1930 e 1950)

Maior ídolo: Obdulio “El Chefe” Varela, o homem que calou o Maracanã

Os 23 convocados: Goleiros: Fernando Muslera (Lazio-ITA), Martín Silva (Defensor), Juan Castillo (Colo Colo-CHI)/ Defensores: Diego Lugano (Fenerbahce-TUR), Diego Godín (Villareal-ESP), Sebastián Coates (Nacional), Mauricio Victorino (Cruzeiro-BRA), Andrés Scotti (Colo Colo-CHI), Martín Cáceres (Sevilla-ESP), Maximiliano Pereira (Benfica-POR)/ Meio-campistas: Alvaro Pereira (Porto-POR), Egidio Arévalo Ríos (Botafogo-BRA), Sebastián Egurén (Sporting Gijón-ESP), Diego Pérez (Bologna-ITA), Walter Gargano (Napoli-ITA), Alvaro González (Lazio-ITA), Nicolás Lodeiro (Ajax-HOL), Cristian Rodríguez (Porto-POR)/ Atacantes: Edinson Cavani (Palermo-ITA), Diego Forlán (Atlético de Madrid-ESP), Luis Suárez (Liverpool-ENG), Sebastián Abreu (Botafogo-BRA), Abel Hernández (Palermo-ITA)
Provável time-base: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godin e Caceres; Perez, Arévalo Rios e Alvaro Pereira; Forlán, Cavani e Suarez

Treinador: Oscar “El Maestro” Tabárez, treinador da vitoriosa campanha na África do Sul

Capitão: Lugano, eterno ídolo da torcida são-paulina

Destaque: Forlán, melhor jogador da Copa do Mundo de 2010

Fique de olho: “La Joya” Hernández, do Palermo. Uma das grandes promessas do futebol uruguaio

Um quarto lugar na última Copa do Mundo. Esse é o cartão de visitas da Celeste Olímpica.

Aqui no blog, já discutimos o chamado “renascimento do futebol uruguaio” e até que ponto isso pode ser considerado mito. Mas uma coisa não se pode negar: há alguns anos atrás, ninguém dava nada para a Celeste. Hoje, com a boa campanha na África do Sul e o melhor jogador daquela Copa, os charrúas voltaram a meter medo.

Não, isso não tem nada a ver com o Peñarol (por mais que eu quisesse), já que os carboneros não emplacaram nenhum jogador entre os 23 de Oscar Tabárez. Tem muito mais a ver com o trio de ataque formado por Suárez, Cavani e Forlán, ou com os outros 8 titulares que atuam, quase todos, em grandes ligas da Europa. A velha defesa, que às vezes abre a caixa de ferramentas, também é difícil de furar e é um dos pontos fortes da equipe.

A questão é que, do ano passado para cá, nada mudou (exceção feita às boas revelações Coates e Hernández que, contudo, não devem ser titulares). A boa e velha raça uruguaia, aliada ao grande talento de seus avantes, continua capaz de fazer milagres. E aqui, devemos observar, a concorrência vai ser menor do que na Copa do Mundo. Ou seja: boas chances de, por ventura, vir a surpreender os monstros Brasil e Argentina. Até agora, parece o time mais qualificado para tanto. E operar a façanha, coroaria de vez a boa fase do futebol charrúa. Não é prudente duvidar.

Chile

Nome da Federação: Federación de Fútbol de Chile (ANFP)

Apelido: La Roja

Presidente: Jorge Jadue (desde 2008)

Sede: Avda. Quilín, No. 5635, Santiago


Melhores resultados em Copa América: Segundo lugar (1955, 1956, 1979 e 1987)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Terceiro lugar (1962)


Maior ídolo: Iván Zamorano, ex-companheiro de Ronaldo na Inter

Os 23 convocados: Goleiros: Claudio Bravo (Real Sociedad), Miguel Pinto (Atlas), Paulo Garcés (Universidad Católica) e Raúl Olivares (Colo Colo)/ Defensores: Gonzalo Jara (West Bromwich), Pablo Contreras (PAOK Salónica), Waldo Ponce (Cruz Azul), Arturo Vidal (Bayer Leverkusen), Bruno Romo (Palestino) e Gary Medel (Sevilla)/ Meio-campistas: Marco Estrada (Montpellier), Rodrigo Millar (Colo Colo), Carlos Carmona (Atalanta), Felipe Seymour (Universidad de Chile), Francisco Silva (Universidad Católica), Mauricio Isla (Udinese), Fernando Meneses (Universidad Católica), Matías Fernández (Sporting Lisboa), Jorge Valdivia (Palmeiras), Luis Jiménez (Cesena) e Felipe Gutiérrez (Universidad Católica)/ Atacantes: Gonzalo Fierro (Flamengo), Jean Beausejour (Birmingham), Alexis Sánchez (Udinese), Mauricio Pinilla (Palermo), Esteban Paredes (Colo Colo), Humberto Suazo (Monterrey) e Carlos Muñoz (Santiago Wanderers).

Provável time-base: Bravo; Medel, Ponce, Vidal e Jara; Carmona, Isla e Fernández; Valdívia, Sánchez e Suazo

Treinador: Claudio Borghi, substituto de “El Loco” Bielsa


Capitão: Bravo, goleiro que já fez gol de falta (em 2010, atuando pela Real Sociedad)

Destaque: Alexis Sánchez, destaque da Udinese

Fique de olho: Paredes, do Colo Colo, que infernizou a zaga do Santos na Libertadores

A campanha do Chile na Copa América 2011 vai dizer, de uma vez por todas, até que ponto a boa campanha na África do Sul pode ser creditada a Marcelo Bielsa. Isso porque o ciclo do técnico na seleção se encerrou, o que o levou a ser substituido por uma figura, digamos, menos “louca”: o também argentino Claudio Borghi.

Como técnico, jogador e pessoa, sou mais Bielsa. Mas não nego que Borghi tem a faca e o queijo na mão para fazer bonito. Os nomes de hoje são os mesmos do ano passado: Isla, Suazo, Sánchez, Valdívia, Fernández. Na defesa, Vidal continua sendo garantia de segurança. No ataque, o esquema de Bielsa, com dois pontas abertos, continua infernizando as defesas alheias, principalmente aquelas cujos laterais avançam. Por tudo isso, existem sim,razões para acreditar que o Chile vai chegar nas semi-finais do torneio.

Claro: uma hipotética final parece querer demais. Mas o time só deve, talvez, à tríade Brasil-Argentina-Uruguai. Além disso, é bem mais forte do que Peru e México sub-23 e deve se classificar com facilidade. Ou seja, se Borghi não for muito pior que Bielsa, é uma boa aposta.

México

Nome da Federação: Federación Mexicana de Fútbol (FeMexFut)
Apelido: Los Aztecas
Presidente: Justino Compean
 

Sede: Calle Colima, No. 373, Ciudad de México

Melhores resultados em Copa América: Segundo Lugar (1993 e 2001)

Melhores resultados em Copa do Mundo: Quartas-de-final (1970 e 1983)

Maior ídolo: Cuatéhmoc Blanco, el Imperador

Os 23 convocados: Goleiros: Luis Ernesto Michel (Chivas), Liborio Sánchez (Veracruz) e Carlos Rodríguez (Morelia)/ Zagueiros: Héctor Reynoso (Chivas), Miguel Ponce (Chivas), Darvin Chávez (Atlas), Néstor Vidrio (Atlas), Hiram Mier (Monterrey), Néstor Araujo (Cruz Azul), Paul Aguilar (América), Israel Jiménez (Tigres) e Fernando Navarro (Tigres)/ Meio-campistas: Jonathan dos Santos (Barcelona), Jorge Enríquez (Chivas), Marco Fabián (Chivas), Edgar Pacheco (Tigres), Javier Aquino (Cruz Azul), David Cabrera (Pumas), Javier Cortés (Pumas), Jorge Hernández (Jaguares) e Diego Reyes (América)/ Atacantes: Giovani dos Santos (Tottenham), Erick Torres (Chivas), Rafael Márquez Lugo (Morelia), Oribe Peralta (Santos) e Néstor Calderón (Toluca)

Provável time-base: Michel; Aguilar, Chávez, Reynoso e Mier; Fabián, Cabrera, Cortés e Giovanni dos Santos; Jonathan dos Santos e Lugo

Treinador: Luís Fernando Tena, auxiliar de José Manuel de la Torre

Capitão: Reynoso, zagueiro experiente, comandará uma defesa sub-23

Destaque: Giovanni dos Santos, um dos poucos da seleção principal


Fique de olho: Cortés, meia do Pumas

Com o que tem de melhor, o México seria candidato às semi-finais. Com o que foi para a Copa América, entretanto, deve brigar com o Peru para passar às quartas. Isso porque a delegação que foi para a Argentina é composta majoritariamente por jovens sub-23. Porque? Simples: a federação mexicana achou por bem poupar seus melhores homens, que acabaram de disputar a CONCAChampions, e pretende testar os garotos que disputarão uma vaga nas olimpíadas de Londres.

Uma boa ideia? Por um lado, o da valorização das categorias de base, diria que sim. Por outro, o do fortalecimento da Copa América, tão importante para os países do continente, não. Enfim, uma medida contraditória, cuja única certeza é: reduziu consideravelmente as chances do México no torneio.

Sim, os jovens são promissores. O meia Cortés é habilidoso e o atacante Torres, do Chivas, merece atenção, assim como o titular Lugo. Aguilar também é bom lateral, e Jonathan dos Santos, que até hoje não saiu do Barcelona B, também pode ser interessante. A criatividade, contudo, deve ficar nos pés de Giovanni dos Santos, que é titular do Tottenham. Ou seja: nos pés de um velho conhecido.

Repito: a briga deve ser com o Peru. E se isso será bom ou não, ao que parece, só as eliminatórias para as olimpíadas dirão.

Peru

Nome da Federação: Federación Peruana de Fùtbol (FPF)


Apelido: Los Incas


Presidente: Manuel Burga


Sede: Av. Aviación, nº 2085, Lima


Melhores resultados em Copa América: Campeão (1939 e 1975)


Melhores resultados em Copa do Mundo: Quartas-de-final (1970)

Maior ídolo: Teófilo Cubillas, o Pelé Inca


Os 23 convocados: Goleiros: Salomón Libman (Alianza Lima), Erick Delgado (Sporting Cristal), Leao Butrón (Universidad San Martín), Raúl Fernández (Niza)/ Defensores: Christian Ramos (Alianza Lima), Walter Vílchez (Sporting Cristal), Orlando Contreras (Universidad San Martín), Aldo Corzo (Universidad San Martín), Renzo Revoredo (Universitario), Jesús Rabanal (Universitario), Alberto Rodríguez (Sporting de Lisboa), Carlos Zambrano (Hoffenheim), Giancarlo Carmona (San Lorenzo), Santiago Acasiete (Almería)/ Meio-campistas: Jean Tragodara (Alianza Lima), Rinaldo Cruzado (Juan Aurich), Michael Guevara (Sport Boys), Carlos Lobatón (Sporting Cristal), Luis Advíncula (Sporting Cristal), Yoshimar Yotún (Sporting Cristal), Adán Balbín (Universidad San Martín), Christian Cueva (Universidad San Martín), Antonio González (Universitario), Josepmir Ballón (River), Juan Manuel Vargas (Fiorentina), Luis Ramírez (Corinthians)/ Atacantes: André Carrillo (Sporting de Lisboa), William Chiroque (Juan Aurich), Irven Avila (Sport Huancayo), Raúl Ruidiaz (Universitario), Paolo Guerrero (Hamburgo), Jefferson Farfán (Schalke 04)

Provável time-base: Libman; Rodríguez, Contreras, Zambrano e Carmona; Vargas, Cueva, Ballón e Ramírez; Farfán e Guerrero

Treinador: Sergio Marakarián, 66 anos de experiência


Capitão: Salomón Libman, goleiro sujeito a falhas


Destaque: O bom e velho Farfán


Fique de olho: Zambrano, bom zagueiro que também pode jogar de volante

Nos idos de 1990, um jovem chamado Farfán fez um teste no São Paulo. Sendo reprovado, foi para a Europa, conquistou os olheiros e se tornou um dos maiores jogadores do futebol peruano. Curioso é que, entra ano e sai ano, o mesmo Farfán continua sendo “o cara” da seleção peruana. Hoje no Schalke, é dele a missão de liderar os Incas em busca de um terceiro lugar que lhe garanta o mata-mata da Copa América.

Possível? Sim, principalmente porque o México não vem com força total, e porque a concorrência de Equador, Venezuela, Bolívia e Costa Rica não assusta muito. A tendência é, mesmo, que os blancorojos cheguem às quartas e se dêem por felizes.

Para isso, o bom zagueiro-revelação Zambrano é um trunfo. A velha dupla Guerrero-Farfán que joga na Europa, é outro. A questão vai ser buscar entrosamento, e fazer com que as promessas Ballón e Cachito Ramírez joguem o que não têm jogado em seus clubes (respectivamente River Plate e Corinthians). Tarefa para o experiente técnico Sérgio Marakarián, que terá que apadrinhar os garotos.

Como já disse: acredito nas quartas. Não mais do que isso.

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(Arte: Cris Picelli)