Guia do Brasileirão 2011 – Parte 2

(Desenho: Diego Carvalho/Arte final: Cris Picelli)

Já com uma rodada de campeonato, é possível notar a lógica que tem contemplado as duas últimas edições de Brasileirões: o equilíbrio.

O candidato ao descenso Atlético-GO, fora de casa, surpreendeu o badalado Coritiba. O Figueirense, com perspectivas semelhantes às do Dragão, aprontou pra cima do favorito Cruzeiro.
Com exceção às goleadas aplicadas por Flamengo e Atlético-MG, em Avaí e Atlético-PR, cuja interferência da Copa do Brasil certamente implicou na primeira, não tivemos uma diferença maior que dois gols. Em cinco jogos, ela foi de apenas um tento. Em um, de zero – com o empate entre Santos e Inter.
Mal a bola começou a rolar, e já tem, também, destaque de time quase de saída. Ainda (amém!), não para a Europa.
Até amanhã, Marquinhos, capitão do Avaí, deve ser oficializado como novo reforço do Grêmio, envolvido na negociação de Borges com o Santos. O reserva de luxo Gilberto, pode estar de saída do Cruzeiro rumo à General Severiano. Logo menos, com os primeiros tropeços, virão, igualmente, as primeiras cobranças e, por conseguinte, os primeiros treinadores a serem sacrificados.
Antes que isso aconteça, vamos à projeção dos dez clubes que restaram.

Cruzeiro

Estádio: Arena do Jacaré (Joaquim Henrique Nogueira)

Mascote: Raposa

Títulos brasileiros: 2 (Taça Brasil, em 1966; e Brasileirão, em 2003)

Presidente: Zezé Perrella (mandato até 12/2011)

Técnico: Cuca

Destaque: Montillo

Capitão: Fábio
Fique de olho:  Wallyson – No ano passado, pouco apareceu. Neste ano, foi um dos principais nomes do Cruzeiro na fase de grupos da Libertadores. Sua resistência e o faro de gols, chamam a atenção. Decerto, dará trabalho para os adversário do Cruzeiro, também, no Brasileirão.

Quem chegou: Vitor (LD, Emprestado ao Sport, pertencia ao Palmeiras) e Bruninho (M, Bahia de Feira de Sanatana)

Quem saiu: Edcarlos (Z, Cruz Azul-MEX), Fabrício Carioca (Z, Atlético-PR), Wellington Paulista (A, Palmeiras), Pedro Ken (M), Ernesto Farías ([ARG] A) e Reis (A)

Time Base (4-4-2): Fábio, Pablo (Vitor), Victorino, Gil e Éverton (Gilberto); Henrique, Marquinhos Paraná, Montillo e Roger (Gilberto); Wallyson (Ortigoza) e Thiago Ribeiro (Brandão)
Quinto, terceiro, quarto e segundo, estas foram as quatro últimas colocações do Cruzeiro. E é, há pelo menos quatro anos, que escuto a mesma conversa: “o Cruzeiro, neste ano, está forte. É favorito ao título brasileiro”. Te dou um doce, se advinhar o prognóstico da Raposa em 2011! Sim, sim, novamente os mineiros fazerm parte do grupo de candidatos ao caneco. Aliás, mal começou o ano e o Cruzeiro era considerado (inclusive por este que escreve) “o melhor time do Brasil”.
E vem cá, será que não é? No gol, Fábio, ídolo do clube e selecionável de Mano Menezes. Na defesa, Gil e o uruguaio Victorino, dois zagueiros de dicrição e qualidade técnica dignas das melhores escolas italianas. O meio de campo nem seria necessário citar. A qualidade e o entrosamento de Henrique, Marquinhos Paraná, Montillo (o segundo melhor jogador em atividade no país), Roger e Gilberto (quando entra), é sem dúvida o argumento mais sólido para justicar a alcunha de “melhor do Brasil”.
O ataque também é muito bom. Thiago Ribeiro é um jogador que merecia mais destaque do que possui. Seu companheiro de posição, Wallyson, mantendo a mesma toada, fará deste um dos ataques mais encardidos do campeonato.
E aí, o Cruzeiro é ou não é o melhor do Brasil?
O quê? O Santos?
Tem os melhor jogador do Brasil, Neymar. Pode, com o famoso trabalho de Muricy, vir a ser a melhor equipe. Ainda assim, a julgar pela constatação do início deste texto, a preocupação cruzeirense, mesmo, é que exista um Once Caldas brasileiro.
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 Figueirense
Estádio: Orlando Scarpelli

Mascote: Figueira

Títulos brasileiros: 0

Presidente: Nestor Lodetti (mandato até 12/2014)

Técnico: Jorginho

Destaque: Reinaldo

Capitão: João Paulo
Fique de olho:  Héber – Destaque no catarinense, Héber sempre que entrava, marcava. Assim, conseguiu ser o artilheiro da equipe na competição. Conquistou, também, uma vaga entre os onze titulares.

Quem chegou: Joílson (LD) e Leandro Chaves (M) do Boavista, Eduardo (G, Resende), Jônatas (V, estava parado há mais de um ano, seu último clube foi o Espanyol-ESP), Aloísio Chulapa (A, Chapecoense) e Rhayner (A, Grêmio Barueri)

Quem saiu: Willian Rocha (V, América-MG)

Time Base (4-4-2): Wilson, Bruno Vieira (Joílson), João Paulo, Édson Silva e Juninho; Ygor, Maicon, Túlio (Jônatas) e Fernandes; Héber (Wellington, Aloísio ou Lenny) e Reinaldo
O vice-campeonato da Série B, no ano passado, não pode animar. Se há um enorme abismo separando a segunda da primeira divisão, quais podem ser as perspectivas se o time que fez tal ponte-aérea piorou? O Figueirense do acesso, caracterizado pela forte marcação da sua dupla de zaga e do seu trio de volantes, perdeu o único que gostava de jogar com a bola no pé – Willian. Quer dizer, não é o único porque nesta mesma equipe ainda temos os ídolos – e igualmente veteranos – Fernandes e Reinaldo. O problema está em seu poder ofensivo ser subsidiado por atletas que, fisicamente e tecnicamente, estão distantes dos tempos áureos que os coroaram.
Quando você olha para o banco e vê Jônatas, há mais de um ano sem jogar, Aloísio Chulapa, Lenny na condição de “sangue-novo”, e Jorginho dirigindo toda essa turma, não há o mais otimista torcedor que consiga se animar. Se em Floripa dizem que, para os torcedores alvinegros, a disputa do Campeonato Brasileiro se restringe à briga particular com o Avaí, é melhor o Figueira se cuidar, pois existe adversário primeiro: o rebaixamento.
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Flamengo
Estádio: Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange)
Mascote: O Urubu

Títulos brasileiros: 6 (Brasileirão, em 1980, 1982, 1983, 1987, 1992 e 2009)

Presidente: Patrícia Amorim (mandato até 12/2013)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Destaques: Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves

Capitão: Ronaldinho Gaúcho
Fique de olho:  Negueba – Principal figura do time campeão da Copa São Paulo de Juniores, vem, aos poucos, cavando seu espaço. No Cariocão, quase colocou Ronaldinho no banco.

Quem chegou: Júnior César (LE, São Paulo)

Quem saiu: Marcelo Lomba (G, Bahia)

Time Base (4-2-3-1): Felipe, Léo Moura, David Braz, Ronaldo Angelim e Júnior César (Egídio); Willians, Renato Abreu, Botinelli (Maldonado), Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves; Deivid (Wanderley ou Diego Maurício)

Embora os estaduais não sejam parâmetro para nada, o Flamengo, campeão carioca invicto, tanto na Taça Guanabara como na Rio, é um dos favoritos a levar o Brasileiro, junto com Santos e Cruzeiro. Pelos nomes que o rubro-negro possui, não seria louco de dizer o contrário: Léo Moura, Ronaldo Angelim, Maldonado (machucado), Willians, Renato, Botinelli, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Deivid, todos sob a tutela do pentacampeão Brasileiro,Vanderley Luxemburgo.
Aliás, esse time é melhor que o campeão de 2009. Ao menos, tem mais potencial para ser. Claro, não tem um Adriano lá na frente. Mas o trio Botinelli, Ronaldinho e Thiago Neves compensa, até mesmo, a dobradinha que o Imperador fez com Pet naquele ano. Compensaria mais se o trio fosse um quarteto, e Deivid convertesse, ao menos, metade dos gols que fez vestindo a camisa de Corinthians, Cruzeiro e Santos, sob o comando do próprio Luxa.
À propósito, junto da quatro e seis, a camisa nove permanece sem dono absoluto. O Flamengo tentou Vágner Love, e os russos só aceitaram conversar no meio do ano. Para a zaga, a repatriação de Juan, da Roma-ITA, seria a solução. Na lateral esquerda, Júnior César, ex-tricolores carioca e paulista, chega para resolver.
Consolidando as duas possibilidades anteriores de contratação, e com Ronaldinho mais próximo daquele do Barça, poderei, com ainda mais convicção, dizer: o Flamengo, juntamente com Santos e Cruzeiro, é favorito ao título.

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Fluminense

 
Estádio: Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange)

Mascote: O Urubu

Títulos brasileiros: 3 (Taça de Prata, em 1970; Brasileirão, em 1984 e 2010)

Presidente: Pieter Siemsen (mandato até 12/2013)

Técnico: Enderson Moreira (Abel Braga chegará do Al Jazira do EAU, em junho)

Destaques: Conca

Capitão: Fred
Fique de olho:  Marquinho – cria de Xerém, é técnico e tem uma canhota perigosa. Já com certa experiência (tem 24 anos), pode deslanchar esse ano.

Quem chegou: Abel Braga (T, Al Jazira-EAU), Rodrigo (V, Madureira) e Ciro (A, Sport)

Quem saiu: Rafael (G) e Gêrson (LE) para o Atlético-GO, e Émerson “Sheik” (A) para o Corinthians

Time Base (4-4-2): Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos (Júlio César); Diguinho, Valência (Diogo), Marquinho (Deco) e Conca; Rafael Moura (Ciro e Araújo) e Fred

Abel Braga, o salvador da pátria. Nele, são depositadas – consciente e inconscientemente – as esperanças tricolores para este ano. Isso porque, o atual campeão brasileiro, muito bem reforçado nesta temporada, de uma hora pra outra perdeu o rumo: Conca parou de jogar. Sem nunca ter jogado, Deco permaneceu no marasmo. Com Fred machucado, o He-Man passou a ser o herói tricolor. Com nojo de rato, Muricy Ramalho saiu reclamando da falta de infraestrutura do clube e, Émerson, por sua vez, cantando o “Bonde do Mengo”. Tudo isso, culminando com uma eliminação precoce na Libertadores.
Como se pode notar, não é à toa a ânsia do presidente Siemsen pela chegada de Abelão, na tentativa desesperada de que alguém modifique essa situação calamitosa. Tal qual não é à toa a constatação de que, por ora, dificilmente o Fluminense conquistará o bi.
Claro, se tratando do Flu, mestre na arte de trabalhar com o imponderável, nunca se pode descartar uma chance, por menor que ela seja. Porém, para levar este Brasileirão, necessitará de mais que apenas guerreiros: um clima tão bom quanto o do ano passado.

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Grêmio

Estádio: Olímpico (Estádio Olímpico Monumental)

Mascote: Mosqueteiro

Títulos brasileiros: 2 (Brasileirão, em 1981 e 1996)

Presidente: Paulo Odone (mandato até 12/2012)

Técnico: Renato Gaúcho

Destaques: Douglas

Capitão: Fábio Rochemback
Fique de olho: Miralles – Não é nenhum garoto, mas foi muito bem na Libertadores atuando pelo Colo-Colo (a torcida do Santos que o diga).

Quem chegou: Ezequiel Miralles ([ARG] A, Colo Colo-CHI) e Gilberto Silva (V, Panathinaikos-GRE)

Quem saiu: Maílson (V) para o Sport e Borges (A) ainda sem clube

Time Base (4-4-2): Vitor, Gabriel (Mário Fernandes), Rafael Marques, Rodolfo (Neuton) e Gilson (Neuton ou Bruno Colaço); Adilson Warken (Fernando ou Gilberto Silva), Fábio Rochemback, Douglas e Lúcio (Escudero ou Vinícius Pacheco); Leandro e Miralles (André Lima)

Ano passado, existia uma possibilidade concreta do Grêmio cair para a Série B. Foi assim até o começo do segundo turno. Aí chegou Renato Gaúcho, e o time disparou. Da zona do descenso, o Tricolor saltou para a quarta colocação, e terminou o ano em estado de graça – e o que é melhor: na Libertadores. O grande erro, porém, foi achar que aquele time não precisava de reforços. Damián Escudero, grande contratação do clube para a temporada, mal estreou, em função de problemas físicos. Resultado: o Imortal Tricolor morreu, de maneira melancólica, diante da Universidad Católica e, dias depois, perdeu o Gauchão para o maior rival, na disputa de pênaltis. Por tudo isso, hoje, “decepção” talvez seja a melhor palavra para descrever o sentimento da torcida gremista. Mas, para reverter esse quadro, Paulo Odone foi ao Chile, para buscar, no Colo-Colo, o ótimo atacante Ezequiel Miralles. É ele a esperança de gols de Renato Gaúcho, que ainda considera Diego e Júlio Viçosa muito novos. A grande questão, porém, talvez seja municiar o atacante, já que toda a criatividade da equipe passa pelos pés de Douglas, que já não é mais nenhum menino. Além disso, a defesa da equipe continua sofrendo de falta de experiência – e excesso de violência. Trabalho dobrado, portanto, para o bom goleiro Víctor, que segue sendo um dos destaques do grupo.

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Internacional

 

Estádio: Beira-Rio (José Pinheiro Borda)
Mascote: Saci Colorado

Títulos brasileiros: 3 (Brasileirão, em 1975, 1976 e 1979)

Presidente: Giovanni Luigi (mandato até 12/2012)

Técnico: Paulo Roberto Falcão

Destaque: Andréas D’Alessandro

Capitão: Bolívar
Fique de olho:  Leandro Damião – com apenas 21 anos, já fez a cabeça de Mano Menezes (e de clubes europeus). Titular absoluto, foi muito bem no estadual e é esperança de gols.

Quem chegou: Gilberto (A, Santa Cruz) e Siloé (A, Horizonte)

Quem saiu:

Time Base (4-4-2): Renan, Nei, Bolívar, Rodrigo e Kléber; Bolatti, Guiñazú, D’Alessandro e Andrezinho (Oscar), Rafel Sóbis e Leandro Damião

A excessão de Bolatti, o Inter continua sendo o mesmo time que ganhou a Libertadores de 2010. Só tem um porém: continua sendo, também, o time que perdeu para o Mazembe do Congo, no Mundial do mesmo ano. Essa é a questão. O grupo é bom e têm ótimos nomes em quase todas as posições. Só que na hora de decidir, se complica. Foi assim, por exemplo, diante do Peñarol, na Libertadores desse ano, quando o Colorado tomou dois gols-relâmpago e viu a classificação escapar pelos dedos, em pleno Beira-Rio. E é aí que entra Falcão, maior ídolo da história do clube. Hoje treinador, é dele a responsabilidade de dar um fim à vocação pipoqueira de D’ Alessandro e cia. Nesse sentido, o campeonato Gaúcho, conquistado de maneira épica na casa do maior rival, já é um bom sinal. Resta esperar pela volta de Rafael Sóbis às redes, e pela transformação de Oscar e Damião de “promessas” em “realidade”. Só assim, o Inter poderá voltar a sonhar em ser a “glória do desporto nacional”. Afinal, em terras verde-amarelas, já fazem 32 anos que o clube é, exclusivamente, internacional, como diria seu nome.

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Palmeiras

Estádio: Pacaembu (Paulo Machado de Carvalho)

Mascote: O Periquito

Títulos brasileiros: 8 (Taça Brasil, em 1960 e 1967, Taça de Prata/Robertão, em 1967 e 1969; e Brasileirão, em 1972, 1973, 1993 e 1994)

Presidente: Arnaldo Tirone (mandato até 12/2013)

Técnico: Luís Felipe Scolari (popular ‘Felipão’)

Destaques: Kléber e Valdívia

Capitão: Kléber
Fique de olho:  Patrik – Ainda buscando espaço, é esforçado e fez um bom Paulistão.

Quem chegou: Wellington Paulista (A, Cruzeiro), Maikon Leite (A, Santos, chega no final de junho) e Paulo Henrique (LD, Paraná)

Quem saiu: Danilo (Z), já negociado com a Udinese da Itália, deixará o Palmeiras no segundo semestre

Time Base (4-4-2 ou 4-2-3-1): Marcos (Deola), Cicinho, Thiago Heleno, Danilo (Leandro Amaro) e Gabriel Silva (Rivaldo); Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Patrik ou Luan) e Valdívia; Kléber e Wellington Paulista (Luan ou Maikon Leite)

Entra ano e sai ano, o Palmeiras continua sendo motivo de chacota por parte dos rivais. Os motivos são, em primeiro lugar, a longa fila sem títulos de expressão, e, em segundo, algumas eliminações vexatórias, como as da Sul-americana e da Copa do Brasil, respectivamente diante de Goiás e Coritiba sendo, essa última, resultado de um acachapante 6 a 0. É por isso que, com a confiança pra lá de abalada e com os nervos à flor da pele, é difícil apostar no alvi-verde. Frequentemente sujeito a turbulências, o clube sempre dá um jeito de mergulhar numa crise doida, dispararando a metralhadora de críticas do ídolo Marcos. Felipão, que adora atacar todo mundo pela imprensa, também colabora nesse sentido. Além do mais, como se não bastasse, dentro de campo o time é limitadíssimo, sofrendo de uma incurável dependência da bola parada de Marcos Assunção. Valdívia, com problemas físicos, também não ajuda muito e o gladiador Kléber, isolado no ataque, acaba servindo mais para cavar faltas. E para mudar esse quadro, pelo menos dentro das quatro linhas, as esperanças recaem muito sobre Wellington e Maikon, bons atacantes, apesar de dispensados de seus ex-clubes. Enfim, não deve disputar o título, mas nem é essa a pretensão. Abiscoitar uma vaga na Libertadores já tá mais do que de bom tamanho. Mas, mesmo assim, vai ser difícil. Haja gol de falta!

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Santos

 Estádio: Vila Belmiro (Urbano Caldeira)

Mascote: A Baleia

Títulos brasileiros: 8 (Taça Brasil, em 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965, Taça de Prata/Robertão, em 1968; e Brasileirão, em 2002 e 2004)

Presidente: Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro (popular ‘LAOR’)

Técnico: Muricy Ramalho

Destaque: Neymar

Capitão: Edu Dracena
Fique de olho: Tiago Alves e Felipe Anderson – se Neymar e Ganso são novos, esses são mais ainda. Mas quando entraram, foram bem. Meninos da Vila 3?

Quem chegou: Borges (A, Grêmio)

Quem saiu: Maikon Leite (A), no final de junho, irá para o Palmeiras; Zé Love (A), no mesmo período, irá para o Genoa-ITA; e Keirrison (A) não terá seu contrato renovado

Time Base (4-4-2): Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo (Charles), Paulo Henrique Ganso (Alan Patrick) e Elano; Neymar e Zé Eduardo (Borges)

É o time da moda. É o time de Ganso e de Neymar. Mas tem mais: é o time de Elano, de Danilo, de Arouca, de Jonathan. É, sem dúvida, um dos melhores elencos do Brasil. E, agora, se faltava técnico, não falta mais. Muricy chegou e parece, aos poucos, resolver os calcanhares de Aquiles do Peixe, como a zaga e a exposição ao contra-ataque. Tenho por mim que, se ninguém sair, é franco-favorito ao título. Mas reitero: se ninguém sair. E aí talvez esteja um problema: Zé Love já tá negociado, e Ganso está louco para ser também. Caberá ao técnico e à diretoria, evitar confusões nesse sentido. Contudo, principalmente em se tratando de pontos corridos, a retranca muriciana, somada ao talento dos meninos da Vila, pode e deve dar samba. Só acrescento: o resultado da Libertadores pode ser crucial quanto ao resto do ano. Uma vitória deve fazer a equipe se concentrar no mundial. Uma derrota pode tornar o Brasileirão uma prioridade. Por isso, é prudente esperar um pouco. No mais, é um timaço, ao que acrescento sem medo: o melhor do Brasil.
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São Paulo 



Estádio: Morumbi (Cícero Pompeu de Toledo)

Mascote: O Santo Paulo

Títulos brasileiros: 6 (Brasileirão, em 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008)

Presidente: Juvenal Juvêncio (mandato até 4/2013)

Técnico: Paulo César Carpegiani

Destaques: Rogério Ceni e Luís Fabiano

Capitão: Rogério Ceni
Fique de olho: Lucas – ao lado de Neymar, liderou a seleção sub-20 no título sul-americano da categoria. Assim como as revelações santistas, é uma das maiores apostas para 2014.

Quem chegou: Luís Fabiano (A, Sevilla-ESP)

Quem saiu: Cléber Santana (V, Atlético-PR), Júnior César (LE, Flamengo), Thiago Carleto (LE, América-MG), Miranda (Z, negociado com o Atlético de Madri-ESP, deixa o Tricolor no segundo semestre), Fernandão (A, sem clube)

Time Base (3-4-2-1): Rogério Ceni, Rodholfo, Alex Silva e Miranda (Xandão); Jean (Ilsinho), Casemiro, Carlinhos Paraíba e Juan; Lucas, Dagoberto e Luís Fabiano

Após o tri com Muricy, parece que o sonho acabou. Desde a saída do técnico, Juvenal e cia não acerteram um. Já foram degolados Ricardo Gomes e Sérgio Baresi. O próximo candidato é Carpegiani, que só ainda não saiu por falta de opção melhor. E isso é só a ponta do iceberg. A outrota aclamada “estrutura diferenciada” do clube também já caiu por terra. Hoje, nem o referenciado departamento médico funciona, uma vez que não dá conta da contusão de Luís Fabiano, que chegou com festa e ainda não estreou. Além do mais, Alex Silva não joga bem sem contrato, e Miranda não joga bem com a cabeça na Europa. Claro: não descarto a possibilidade do Fabuloso desandar a meter gol e levar o time ao título, como não descarto que Lucas passe de “promessa” a “craque”. O problema é que, sem um técnico respeitado e com Rivaldo se escalando, vai ser difícil. O mais provável é uma campanha de altos e baixos. Muito pouco para quem já foi “Soberano”.
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Vasco da Gama

Estádio: São Januário (Estádio Vasco da Gama)
Mascote: O Portuga ou O Almirante

Títulos brasileiros: 4 (Brasileirão, em 1974, 1989, 1997 e 2000 [Copa João Havelange])

Presidente: Roberto Dinamite (mandato até 12/2011)

Técnico: Ricardo Gomes

Destaques: Diego Souza e Juninho Pernambucano

Capitão: Fernando Prass
Fique de olho: Bernardo – a bem da verdade, vem jogando melhor que Diego Souza. É uma das esperanças cruz-maltinas em meio a um elenco envelhecido.

Quem chegou: Juninho Pernambucano (M, Al Gharafa-QAT)

Quem saiu: Renato Augusto (M, Atlético-GO)

Time Base (4-4-2): Fernando Prass, Fágner, Ânderson Martins, Dedé e Ramón; Eduardo Costa (Rômulo), Bernardo (Juninho Pernambucano), Diego Souza e Felipe; Éder Luís e Alecsandro

Após um início de ano desastroso, parece que o time de São Januário finalmente se ajeitou. Para salvar o time que perdeu as quatro primeiras partidas do estadual, chegaram muitos reforços, de várias partes do país. A maior contratação, porém, veio de longe, mais especificamente do Qatar. Sim: Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos do clube nos últimos anos, vai, novamente, vestir a 8. Se ele aguenta? Com 38 anos, é difícil dizer. Todavia, mesmo só entrando no segundo tempo, o craque pode ser muito útil, já que outros meias mais jovens, como Diego Souza e Bernardo, podem correr os 90 minutos. Além disso, Felipe (aquele mesmo) tem dado indícios de querer ser um pouquinho do que prometia ser (e nunca foi). O problema vai ser escalar toda essa gente e evitar a revolta de quem ficar no banco. Problema à vista pra Ricardo Gomes, que não teve pulso pra aguentar outros abacaxis do gênero.

  
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Palpites dos nossos colunistas:
Gabriel dos Santos Lima, quem analisou os seis últimos times deste post
Campeão: Cruzeiro

Melhor jogador: Montillo (Cruzeiro)

Artilheiro: Liédson (Corinthians)

Revelação: Leandro Damião (Inter)

Melhor técnico: Falcão (Inter)

Libertadores (nessa ordem): Cruzeiro, Inter, Santos, Flamengo

Rebaixados (começando pelo último): Atlético Goianiense, América Mineiro, Atlético Paranaense, Figueirense

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Rodolfo Costa
Campeão: Santos (caso não seja campeão da Libertadores)
Melhor jogador: Neymar, do Santos (caso não seja vendido no segundo semestre)
Artilheiro: Liédson, do Corinthians
Revelação: Felipe Anderson (Santos), o substituto de Ganso
Melhor técnico: Muricy Ramalho (Santos)
Classificados para Libertadores: Santos, Inter, São Paulo e Cruzeiro
Rebaixados (começando pelo último): Bahia, América-MG, Botafogo e Atlético-PR

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Diego Henrique “Barão” de Carvalho
Campeão: Flamengo (apostando na conquista santista da Libertadores)
Melhor jogador: Montillo, do Cruzeiro (apostando no grupo do Flamengo e, principalmente, em Luxa)
Artilheiro: Luís Fabiano, do São Paulo
Revelação: Wallyson, do Cruzeiro
Melhor técnico: Vanderlei Luxemburgo, do Flamengo
Classificados para a Libertadores: Flamengo, Cruzeiro, Inter e São Paulo (apostando na conquista santista da Libertadores e em uma recuperação tricolor, com Luís Fabiano e seja quem for o técnico até lá!)
Rebaixados: Figueirense, América-MG, Atlético-GO e Atlético-MG (Apostando na saída de Dorival. Caso contrário, em seu lugar, coloco outro Atlético, o do Paraná)

 

Aqui, você, leitor, pode imprimir a tabelinha do Guia Futeboteco do Brasileirão 2011 e marcar os pontos do seu time!
(Arte: Cris Picelli – Clique na imagem para imprmí-la)

Clique AQUI e leia a Parte 1 do Guia Futeboteco do Brasileirão 2011.

Legenda: 
G – Goleiro
LD – Lateral direito
LE – Lateral esquerdo
Z –   Zagueiro
V –  Volante
M –  Meio-campo
A –  Atacante
T –  Técnico
Comments (4)
  1. Ycaro 26 de maio de 2011
  2. Diego Carvalho 26 de maio de 2011
  3. Ycaro 2 de junho de 2011
  4. Diego Carvalho 7 de junho de 2011