Guia do Brasileirão 2011 – Parte 1

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(Desenho: Diego Carvalho/ Arte final: Cris Picelli)
Por Diego Carvalho

Prepare a garganta.

Teste o seu coração.

Afine as vuvuzelas e que rujam os tambores!

Enfim, começou o que interessa.

O torneio mais disputado do globo.

E não me refiro à Copa do Mundo.

Ontem, Flamengo e Avaí, Ceará e Vasco, Santos e Inter, e mais os atléticos do Paraná e de Minas, deram o pontapé inicial ao Campeonato Brasileiro mais galático dos últimos tempos. Tem estrela pra tudo quanto é lado: Neymar, Ganso, Elano, Ronaldinho, Thiago Neves, Conca, Fred, Deco, Diego Souza, Juninho Pernambucano, Luís Fabiano, Rogério Ceni, Rivaldo, Liédson, Alex, Adriano, Sheik, Marcos, Kléber, Valdívia, Montillo, D’alessandro, Guiñazú, Rafael Sóbis, Guilherme, Tressor Moreno, os terceiro colocados no último mundial, Loco Abreu, Arévalo Rios e Victorino (ufa!), só para citar alguns.
É, também, o primeiro Brasileirão após a unificação dos títulos pela CBF, cujos vencedores da Taça Brasil (1959 a 68) e do Robertão/Taça de Prata (1967 a 70), agora, são reconhecidos como legítimos campeões brasileiros.

Vamos, então, à prévia da primeira metade das equipes participantes:

América Mineiro

Estádio: Arena do Jacaré (Joaquim Henrique Nogueira)

Mascote: Coelho

Títulos brasileiros: 0

Presidente de honra (Conselho Gestor): Afonso Celso Raso (mandato até 12/2011)

Presidente do Conselho Administrativo: Marcus Salum (mandato até 12/2012)

Técnico: Mauro Fernades
Destaque: Fábio Júnior

Capitão: Irênio

Fique de olho:  Marcos Rocha – Na campanha do acesso, em 2010, apoiava como poucos por meio do esquema de três zagueiros. Este ano, com a dupla de beques montada por Mauro Fernandes, não deve ser diferente.

Quem chegou: Glauber (M) e Kempes (A) da Portuguesa, Ânderson Cléber (Z, Santo André), Amaral (V, Cerezo Osaka-JAP), Alessandro (A, Ipatinga), Neneca (G, Santo André), Thiago Carleto (LE, São Paulo) e Rodriguinho (M, Bragantino)

Quem saiu: Euller (A, se aposentou), França (G), Fabrício (Z), Jean Batista (LE), Moisés (V), Nando (V) e Thiago Silvy (A)

Time Base (4-4-2): Flávio, Marcos Rocha, Otávio (Ânderson), Gabriel Santos e Thiago Carleto (Rodrigo); Dudu, Leandro Ferreira, Amaral e Irênio; Alessandro (Luciano ou Kempes) e Fábio Júnior.

Lembro-me que, quando eu e Gabriel decidimos criar este blog, meu primeiro post, ainda no anitgo servidor do Futeboteco, tinha como título “O Coelho voltou!” Naquele 2009, o América Mineiro, ausente da Série A desde 2001, era campeão da Série C. Desde então, essa foi a lógica do Coelho: subir.
No mesmo ano retornou à elite do futebol mineiro e, no seguinte, à do nacional. O comandante Mauro Fernades, responsável pela segunda conquista, é o símbolo desse time, além de ser o técnico que há mais tempo dirige uma equipe na primeira divisão. O quarentão Flávio, goleiro do título brasileiro do Atlético Paranaense em 2001, fez parte de todos esses acessos. Aliás, está aí outra marca dessa equipe: a experiência. Além do arqueiro, o time conta, desde o ano passado, com o “xerifão” Gabriel Santos (ex-Palmeiras), o artilheiro Fábio Júnior (ex-Cruzeiro) e o eterno ídolo Irênio. A partir desta temporada, com os reforços do Santo André, Ânderson (ex-Corinthians) e Neneca. Até pouco, ostentava outra da suas crias: o filho do vento, Euller, o qual se aposentou no início do ano.
As pretensões do América são modestas, e a disputa da Sul-Americana em 2012 valerá como taça em Ouro Preto. Mais que isso: no ano do seu centenário, jogar a Série A. Ah, lembra do técnico há mais tempo no cargo entre os times da Primeirona? Nem ele permanecerá em caso de aborto da missão. O que, diga-se, infelizmente, é bem provável.

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Atlético Goianiense

 

Estádio: Serra Dourada (Estádio Governador do Estado de Goiás)

Mascote: Dragão

Títulos brasileiros: 0

Presidente: Valdivino de Oliveira (mandato até 12/2012)

Técnico: Paulo César Gusmão

Destaque: Márcio e Marcão

Capitão: Márcio
Fique de olho:  Elvis – Meia destro de apenas 20 anos, tem técnica suficiente para ser titular no meio campo do tricolor goianiense

Quem chegou: Rafael (G) e Gérson (LE) do Fluminense, Leonardo (Z, Avaí), Renato Augusto (M, Vasco), Felipe Brisola (M, Anapolina) e Anselmo (A, Botafogo de Ribeirão Preto)

Quem saiu: Jairo (Z, se aposentou)

Time Base (4-4-2): Márcio, Adriano, Paulo Henrique, Gilson e Thiago Feltri; Zé Ramalho (Agenor), Pituca (Rômulo), Bida (Elvis) e Keninha (Anaílson ou Preto); Josiel (Felipe) e Marcão
Se existem times que todo mundo gosta, como a Lusa e o Mecão do Rio, o Atlético-GO sofre do processo inverso. A falta de tradição e torcida faz com que o clube lídere os palpites de rebaixamento, ainda que existam equipes piores no campeonato (o que é o caso). Mais que achar que vai cair, se torce para que caia.
E tal fenômeno se dá, inclusive, em seu próprio estado, onde a torcida do Goiás é infinitamente maior. No âmbito estadual, decerto, essa falta de carisma se eleva com o domínio atual dos tricolores – campeões goiano e únicos representantes do estado na série A. O que, ao mesmo tempo, denota qualidade ao candidato unânime ao descenso, cujas virtudes também possui: o goleiro-ídolo-capitão Márcio que, como não poderia ser diferente, imita o goleiro-ídolo-capitão do clube que serviu de inspiração para a criação do Atlético, além de defender, faz gols em cobranças de falta e pênalti. Com Zé Ramalho e Pituca, tem um meio-campo que alia marcação forte à qualidade no passe, e, no ataque, para reforçar a dupla do ano passado, Marcão e Josiel, trouxe Felipe, do rival rebaixado.
Mesmo assim, tal qual a esmagadora maioria, não gozo de simpatia pelo Dragão, e gostaria de, em seu lugar, estar escrevendo sobre o Vitória.

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Atlético Mineiro



Estádio: Arena do Jacaré (Joaquim Henrique Nogueira)

Mascote: Galo

Títulos brasileiros: 1 (Brasileirão, em 1971)

Presidente: Alexandre Kalil (mandato até 12/2011)

Técnico: Dorival Júnior

Destaque: Guilherme

Capitão: Réver

Fique de olho: Fillipe Soutto – “O novo Cerezo”, como apelidou os mais fanáticos torcedores, disputará posição com Dudu Cearense. Quando entrar, mostrará o porquê da comparação com o ídolo atleticano.

Quem chegou: Dudu Cearense (V, Olympiakos-GRE), Marquinhos Cambalhota (A, Vengalta Sendai-JAP), Gilberto (M, Marcílio Dias) e Jonatas Obina (A, América de Teófilo Otoni)

Quem saiu: Zé Luís (V, Vitória), Rafael Jataí (V, Guarani) e Ricardinho (M)

Time Base (4-4-2): Renan Ribeiro, Patric, Réver, Leonardo Silva (Werley) e Guilherme Santos; Serginho Mineiro, Dudu Cearense (Fillipe Soutto ou Richarlyson), Renan Oliveira e Mancini; Guilherme e Magno Alves.

Se virou rotina todo ano um grande cair, nesta edição não têm favoritos mais claros ao pleito senão Atlético Mineiro e Botafogo. Como o tema, por ora, é o Galo, trataremos de sua situação. O primeiro campeão brasileiro da história, desde 2008, um ano após o seu retorno à série A, investe em contratações de peso. Os dois últimos anos, em especial, evidenciaram a política de contratações de Alexandre Kalil, o qual investiu pesado em várias estrelas: Ricardinho, Coelho, Réver, Leandro, Diego Souza, Corrêa, Daniel Carvalho, Obina, os latinos Carini, Cáceres, Benítez, Jairo Campos, Édinson Méndez, e Luxa para dirigir esta constelação. Resultado: quase caiu em 2010. Em 2011, com a saída de quase todos eles (sobrou só Réver e Daniel), Dorival Júnior aposta na molecada, aconselhada pelos experientes Réver, Leonardo Silva, Magno Alves, e o ídolo recém-repatriado, Mancini. Entre os jovens, se destacam o ótimo goleiro Renan Ribeiro, o volante Fillipe Soutto, o lateral direito Patric, o apoiador Renan Oliveira e a contratação mais cara do futebol mineiro, o ex-cruzeirense Guilherme.
Ainda assim, elementar mesmo nesse time, continua sendo quem o livrou do rebaixamento no ano passado, Dorival Júnior. O problema é que, muito provavelmente, ele não irá até o final do campeonato. Melhor: se dirigir cinco partidas está de bom tamanho. São Paulo e Corinthians, insatisfeitos com seus treinadores, que o digam.

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Atlético Paranaense

Estádio: Arena da Baixada (Joaquim Américo Guimarães)

Mascote: Cartolinha

Títulos brasileiros: 1 (Brasileirão, em 2001)

Presidente: Marcos Malucelli (mandato até 12/2011) 

Técnico: Adilson Batista

Destaques: Paulo Baier e Kléberson

Capitão: Paulo Baier

Fique de olho: Paulinho – Excelente lateral esquerdo, apoia tão bem quanto cruza. Desde o campeonato passado, é titular absoluto

Quem chegou: Cléber Santana (V, São Paulo), Fabrício (Z, Cruzeiro), Márcio (G, Grêmio Barueri), Marcelo Oliveira (M, Corinthians)

Quem saiu: Ivan González ([PAR] M, América-RN), Claiton (V), Alê (V), Sílvio (G), Henan Silveira (A), Wescley (A)

Time Base (4-3-1-2): Renan Rocha, Rômulo, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Deivid, Kléberson (Róbston ou Cléber Santana), Paulo Baier e Branquinho (Paulo Roberto); Guerrón e Adaílton (Mádson)

O Cartolinha atleticano deve ter iniciado 2011 dando a primeira passada começada pelo pé esquerdo. Afinal, até aqui, foram só tragédias: com a polêmica saída do gerente de futebol, Ocimar Bolicenho, e dos diretores, Valmor Zilmermann e Ademir Adur, o Furacão, eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil – após quatro anos sem disputar tal fase -, não faz nem ventinho no Coxa, para quem perdeu – sem o ferecer resistência – o título estadual.
Ainda liderado pelo interminável Paulo Baier, maior goleador da era dos pontos corridos, a equipe perdeu jogadores importantes da campanha de 2010, cuja vaga na Libertadores deste ano quase lhe rendeu: o goleiro Neto, para Fiorentina; o zagueiro Rhodolfo, para o São Paulo; o volante Chico e o atacante Maikon Leite, para o Palmeiras (ainda no Santos, irá para o Verdão apenas em junho).
O ídolo Kléberson retornou, mas nem ele deve fazer com que o rubro-negro repita o que fez no ano passado. Deve, sim, brigar lá embaixo, provando que, na atualidade, atlético não é um bom nome para agremiações de futebol.

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Avaí

Estádio: Ressacada (Aderbal Ramos da Silva)

Mascote: Leão

Títulos brasileiros: 0

Presidente: João Nilson Zunino (mandato até 12/2003)

Técnico: Silas

Destaques: Marquinhos e Renan

Capitão: Marquinhos

Fique de olho: Julinho – Substituto de Eltinho na lateral canhota, também pode jogar como meia-esquerda. Rápido e habilidoso, é o motorzinho do time por esses setores

Quem chegou: Fábio Santos (A, Oeste)

Quem saiu: Zé Carlos (G, Paraná) e Leonardo (Z, Avaí)

Time base (3-5-2): Renan, Cássio, Bruno Silva e Gian; George Lucas, Marcinho Guerreiro, Diogo Orlando (Acleisson ou Robinho), Juilinho e Marquinhos; Rafael Coelho (Fábio Santos) e William “Batoré”.

Existem jogadores que nasceram para atuar por uma determinada agremiação. Marquinhos, no Avaí, é perfeito exemplo disso. Silas, o exemplo dos técnicos. Rafael Coelho, o exemplo de quem nasceu para jogar em apenas uma região do país. Estes, com Willian “Batoré”, são os principais nomes da equipe catarinense que eliminou o São Paulo nas quartas-de-final da Copa do Brasil, e pode muito bem eliminar o Vasco na semifinal, indo à uma decisão inédita em sua história.
O elenco, hoje, é melhor que aquele cuja manutenção na primeira divisão conquistou, no ano anterior.  A dupla de zaga transmite mais confiança, os laterais são mais participativos e, o ataque, igualmente mais efetivo.
As expectativas em Santa Catarina são das melhores. Todavia, não se anime tanto, Guga! Ao contrário do que projeta o presidente João Nilson Zunino, Libertadores ainda não será dessa vez. Ao menos, não pelo Brasileiro.

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Bahia

Estádio: Pituaçu (Governador Roberto Santos)

Mascote: Super-Homem

Títulos brasileiros: 2 (Taça Brasil, em 1959; e  Brasileirão, em 1988)

Presidente: Marcelo Guimarães Filho (mandato até 12/2011)

Técnico: René Simões

Destaques: Souza e Tressor Moreno

Capitão: Titi

Fique de olho: Ávine

Quem chegou: Jobson (A) e Fahel (V) do Botafogo, Marcelo Lomba (G, Flamengo), Diego Jussani (Z, Ponte Preta), Diones (V) e João Neto (A) do Bahia de Feira de Santana

Quem saiu: Renê (G), Luizão (Z), Ramon (M) e Robert (A)

Time Base (4-4-2): Omar, Jancarlos, Titi, Thiego (Danny Morais) e Ávine; Marcone (Boquita), Camacho, Lulinha e Tressor Moreno (Hélder); Jobson e Souza

Quando Leandro Pedro Vuaden apitou o final de jogo contra a Portuguesa, meio a um Pituaçu abarrotado, o Bahia, depois de sete anos, retornava à elite do futebol nacional. O carnaval se completaria com rebaixamento do Vitória, da Série A para a B.
Contudo, à medida que a bola passou a rolar em 2011, a festa dos tricolores foi se acabando. Os principais jogadores do acesso – Jael e Adriano Micheal Jackson – deixaram o clube. O título baiano, com o arquirrival Vitória na Série B do Nacional, parecia mais fácil. Não foi. Nem à final chegou e teve de presenciar seu homônimo de Feira de Santana levantando a taça.
Com uma legião de atletas oriundos do Parque São Jorge (Dodô, Boquita e Souza, além de Lulinha que estava em Portugal, mas possui gene corintiano), dando uma nova chance a Jobson e importando o colombiano Tressor Moreno, o Bahia se contentará com permanência na Primeira Divisão. Para isso, trouxe o bombeiro René Simões, acostumado a apagar incêndios na reta final.

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Botafogo



Estádio: Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange)

Mascote: O Manequinho

Títulos brasileiros: 2 (Taça Brasil, em 1969; e Brasileirão, em 1995)

Presidente: Maurício Assumpção (mandato até 12/2011)

Técnico: Caio Júnior

Destaque: Loco Abreu

Capitão: Marcelo Mattos

Fique de olho: Cidinho (M) – Jóia lapidada nas categorias de base do clube, atingiu à maioridade apenas no início deste ano e tem potencial e personalidade para biscoitar uma vaga entres os onze de Caio Júnior. Dada a escassez do plantel alvinegro, logo isso deve acontecer

Quem chegou:

Quem saiu: Fahel (V, Bahia)

Time Base (4-4-2): Jefferson, Lucas, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês (Márcio Azevedo), Marelo Mattos, Arévalo Rios, Éverton e Maicosuel; Herrera (Caio) e Loco Abreu

O Botafogo é  outro gigante candidato ao rebaixamento. Muito por conta da má manutenção de um elenco que já era reduzido. Da campanha que quase terminou em vaga na Libertadores, saíram Marcelo Cordeiro (para a Portuguesa), Leandro Guerreiro (para o Cruzeiro) e Renato Cajá (para a China!), este último, o melhor jogador do time no início desta temporada. Por enquanto, ninguém chegou e as esperanças continuam sendo depositadas no retorno do mago Maicosuel (só com mágica mesmo…) e no ídolo inconteste, Loco Abreu.
Muito pouco para quem diz que birgará pelo título, como afirma o presidente Maurício Assumpção: “Quando essa diretoria promete, ela cumpre. Quem não acreditar vai dar com os burros n’água. Temos uma base montada desde 2010″. Adendo: uma base limitada. E, por essa razão, a projeção mais provável é a do nosso colunista Gabriel Lima: “pode esperar em novembro por um gol impedido e de canela, feito por Loco Abreu, nos instantes finais da última partida do Brasileirão, salvando o Botafogo do rebaixamento”.
Não, Assumpção! Ainda, de novo, novamente, não é dessa vez, quem sabe no ano que vem. Uma pena.
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Ceará

Estádio: P.V. (Presidente Vargas)

Mascote:  Vovô

Títulos brasileiros: 0

Presidente: Evandro Leitão (mandato até 12/2012)

Técnico: Vágner Mancini
Destaques: Geraldo e Iarley

Capitão: Geraldo

Fique de olho: Fernando Henrique – Ele não é desconhecido, muito menos revelação do time. Mas a novidade é, que, pelo Estadual e pela Copa do Brasil, o arqueiro tem agarrado como nunca agarrou jogando pelo Fluminense. A criativa torcida cearense tem, até, intitulado-o de “São Fernando Henrique”. Veremos como será no Brasileirão…

Quem chegou: Ânderson Luis (Z, Grêmio Barueri) e Diego Sacoman (Z, Corinthians)

Quem saiu:

Time base: Fernando Henrique, Boiadeiro, Fabrício, Erivélton e Vicente; João Marcos, Eusébio, Thiago Humberto e Geraldo; Iarley e Osvaldo (Washington).

“Nesta edição do Campeonato Brasileiro, queremos nos consolidar efetivamente como time de Série A”. Este é o pensamento de presidente, técnico, jogadores e torcida. E não pode ser diferente, o momento é mesmo de “se consolidar”. Até o ano passado, a última vez  que o Vovó tinha disputado a série A havia sido em 1993. Foram 16 anos de Segundona. No biênio 2006-2007, por um detalhe não caiu para a Tercierona, terminando uma posição acima dos quatro que foram rebaixados.
Portanto, tem de ir com calma e não cair no erro de achar que está “por cima da carne seca”, como aconteceu no campeonato passado, quando na virada de turno deixou a zona de Libertadores e, por isso, se viu no direito de demitir P.C. Gusmão, contratar Estevam Soares e, após seis partidas, também demiti-lo para, na noite seguinte, contratar Mário Sérgio, o qual ficou no cargo apenas até acabar a competição.
O Ceará, hoje, possui um time com mais técnica que o de 2010. Necessita, somente, ter noção de até onde pode chegar.

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Corinthians
Estádio: Pacaembu (Paulo Machado de Carvalho)

Mascote: Mosqueteiro

Títulos brasileiros: 4 (Brasileirão, em 1990, 1998, 1999 e 2005)

Presidente: Andrés Navarro Sánchez (mandato até 12/2011)

Técnico: Tite
Destaque: Liédson
Capitão: Chicão
Fique de olho: Willian – O habilidoso atacante que brilhou pelo Figueirense na série B de 2010, em 2011, pela série A, tem tudo para ser o 12º jogador do time (não contando com a fiel torcida). Personalidade para estar entre os onze, também possui.

Quem chegou: Adriano (A, Roma-ITA) Alex (M, Spartak de Moscou-RUS), Nenê Bonilha (V, Paulista), Weldinho (LD, Paulista), Edenílson (V, Caxias) e Émerson “Sheik” (A, Fluminense)

Quem saiu: Bruno César (M, Benfica-POR), Dentinho (A, Shakhtar Donetsk-UCR), Diego Sacoman (Z, Ceará), Marcelo Oliveira (M, Atlético-PR), e Moacir (LD) e Edno (A), até o momento, sem clube

Time base (4-3-2-1): Júlio César, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Alex; Émerson “Sheik” (Willian), Jorge Henrique e Liédson

Uma incógnita. Este é o Corinthians que entra para o Brasileirão 2011. O time extremamente dependente dos gols de Liédson e repleto de problemas no setor defensivo (tudo: goleiro, zaga e laterais, com exceção a Chicão), pode, durante a competição, se transformar em um forte concorrente ao caneco.
Para isso, depende de três fatores: da recueperação de Adriano, do respaldo da diretoria ao técnico Tite, e, sobretudo, do êxito em antecipar a janela de transferência dos jogadores que vêm da Europa.
O habilidoso e tão cobiçado Alex, ex-Spartak de Moscou (RUS), chegou. Andrés Sanchez promete trazer mais gente de fora (Seedorf, talvez?!). Com o calendário atual mantido, os reforços esperados só poderão atuar com 15 rodadas já disputadas. Até lá, não terá Imperador que dê jeito e o Corinthians permanecerá sendo um time mediano, carregado pelo único diferenciado do plantel: Liédson. Espera-se que o Sheik, dessa vez, no bonde certo, faça companhia a ele.

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Coritiba

Estádio: Couto Pereira (Major Antônio Couto Pereira)

Mascote: Vovô Alemão

Títulos brasileiros: 1 (Brasileirão, em 1985)

Presidente: Jair Cirino dos Santos (mandato até 12/2011)

Técnico: Marcelo Oliveira

Destaques: Marcos Aurélio e Davi

Capitão: Pereira

Fique de olho: Ânderson Aquino – É o talismã desta equipe. Sempre quando entra, deixa o seu. Portanto, adversários do Coxa, fiquem de olho nele.

Quem chegou: Gil (V, Ponte Preta), Éverton (A, Caxias) e Willian (Corinthians-PR)

Quem saiu: —

Time base (4-2-3-1): Édson Bastos, Jonas, Pereira, Émerson (Jeci) e Eltinho; Leandro Donizete, Léo Gago, Rafinha, Davi (Tcheco) e Marcos Aurélio (Ânderson Aquino); Bill.

Em 6 de dezembro de 2009, quem presenciava o campo de guerra em que se transformou o Couto Pereira no final daquela tarde de rebaixamento do Coritiba, no ano do seu centenário, jamais imaginaria que, um biênio depois, o clube se encontraria em uma situação tão oposta.
O Coxa vive uma fase maravilhosa. Na “ponta dos cascos”, com 24 vitórias seguidas, bateu o recorde do Palmeiras de 1996 (21 triunfos consecutivos), treinado por Luxa, faturou o título estadual em cima do arquirrival “com um pé nas costas”, e nem em 1985, quando foi campeão brasileiro com o time do jogo do bicho, estava tão embalado.
E tal emplogação não é à toa. A equipe é muito boa, mesmo. “Uma maquina de vitórias”, como René Simões apelidou o grupo que montou no ano passado e, neste, foi aprimorado por Marcelo Oliveira.
Segundo o vice-presidente Vilson Ribeiro, o planejamento consiste em terminar entre os seis melhores do campeonato. Muitos especialistas da bola credenciam o Coxa à vaga na Libertadores. Eu faço o mesmo. Também acredito que, em 2012, os curitibanos jogarão o principal torneio da América Latina. Mas por terem vencido a Copa do Brasil, onde, aí sim, são favoritos.

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Esta foi a primeira parte do Guia Futeboteco do Brasileirão 2011. Amanhã, teremos a “Análise da 1ª rodada” e, na terça-feira, a segunda parte desse especial.

Aqui, você pode imprimir a tabelinha do Guia Futeboteco do Brasileirão 2011 e marcar os pontos do seu time!

                                                                                                                              



                                                                                                   (Arte: Cris Picelli – Clique na imagem para imprimí-la)   
Comments (5)
  1. Gabriel Lima 24 de maio de 2011
  2. Paulo Lança 25 de maio de 2011
  3. Diego Carvalho 5 de junho de 2011
  4. Diego Carvalho 5 de junho de 2011
  5. matheus xavier batista 15 de março de 2013